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	<title>Dr. Rosinha - deputado federal - PT Paraná &#187; DISCURSOS</title>
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	<description>Página do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). Notícias diárias do mandato, artigos semanais, agenda de atividades, entre outras informações.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 May 2012 20:00:13 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Em discurso, Dr. Rosinha manifesta apoio aos jornalistas do Paraná, sem aumento real há 14 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 17:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMUNICAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUES]]></category>
		<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA["A dor dos jornalistas não costuma sair no jornal, nem na rádio, muito menos na televisão. Enquanto os empresários do setor ampliam seus parques gráficos, modernizam sedes e renovam seus equipamentos, promovem um arrocho salarial continuado, sistemático."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, a &iacute;ntegra do discurso do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) na C&acirc;mara dos Deputados, em 23.fev.2011.</p>
<p>	<strong>O SR. DR. ROSINHA (PT-PR. Pronuncia o seguinte discurso.) &#8211; </strong>Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, enquanto os empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o ampliam seus lucros, os jornalistas do Paran&aacute; est&atilde;o h&aacute; 14 anos sem um &uacute;nico centavo de aumento real. Catorze anos! H&aacute; uma d&eacute;cada, o piso dos jornalistas paranaenses equivalia a dez sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Hoje, n&atilde;o chega a quatro.</p>
<p>	Em 2010, o faturamento dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o com propaganda cresceu 20,6%. Em todo o Pa&iacute;s, a m&iacute;dia faturou mais de 21 bilh&otilde;es de reais com publicidade apenas de janeiro a outubro. Hoje, ap&oacute;s quase cinco meses de negocia&ccedil;&atilde;o salarial &#8211; iniciada em outubro do ano passado -, os donos de jornais, r&aacute;dios e TVs do Paran&aacute; seguem com a sua intransig&ecirc;ncia habitual. Chegaram inclusive a amea&ccedil;ar retirar direitos j&aacute; conquistados e a rebaixar o piso salarial nas cidades do interior.</p>
<p>	&Eacute; nessa luta por aumento real que o Sindicato dos Jornalistas do Paran&aacute; realiza uma semana de mobiliza&ccedil;&atilde;o no Estado. E promoveu um ato de rua ontem (ter&ccedil;a-feira) em Curitiba, onde aconteceu mais uma reuni&atilde;o de &quot;negocia&ccedil;&atilde;o&quot;, entre aspas.</p>
<p>	&Eacute; inadmiss&iacute;vel, Sr. Presidente, que o piso de uma categoria fique &agrave; margem do crescimento econ&ocirc;mico do Pa&iacute;s, enquanto quase todas as demais categorias conquistam sucessivos aumentos reais de sal&aacute;rio.</p>
<p>	A dor dos jornalistas n&atilde;o costuma sair no jornal, nem na r&aacute;dio, muito menos na televis&atilde;o.</p>
<p>	Enquanto os empres&aacute;rios do setor ampliam seus parques gr&aacute;ficos, modernizam sedes e renovam seus equipamentos, promovem um arrocho salarial continuado, sistem&aacute;tico.</p>
<p>	Manifesto todo o apoio &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o dos jornalistas do Paran&aacute;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia outros discursos do Dr. Rosinha no <strong><a href="http://www.camara.gov.br/internet/sitaqweb/DiscursosDeputado.asp?txOrador=dr.+rosinha&amp;txUF=PR&amp;txPartido=&amp;dtinicio=01%2F02%2F2011&amp;dtfim=31%2F01%2F2015&amp;Campoordenacao=dtSessao&amp;tipoordenacao=DESC&amp;Pagesize=20">site da C&acirc;mara dos Deputados</a></strong>.</p>
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		<title>Lamenta a morte do escritor Valêncio Xavier</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/lamenta-a-morte-do-escritor-valencio-xavier/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu no dia 5 de dezembro último, o escritor e cineasta Valêncio Xavier Niculitcheff, paulistano que adotou Curitiba quando tinha 20 anos de idade. Segundo suas palavras, era um curitibano “há 500 anos”. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>Em fevereiro de 2007 perd&iacute;amos a atriz Lala Schneider, expoente das artes c&ecirc;nicas paranaense, aos 80 anos, fato que registramos no Plen&aacute;rio desta Casa.</p>
<p>Aora &eacute; ngovamente com pesar que referimos a outro desaparecimento que provoca grande lacuna na vida cultural do Paran&aacute; e do Brasil. Morreu no dia 5 de dezembro &uacute;ltimo, o escritor e cineasta Val&ecirc;ncio Xavier Niculitcheff, paulistano que adotou Curitiba quando tinha 20 anos de idade. Segundo suas palavras, era um curitibano &ldquo;h&aacute; 500 anos&rdquo;.</p>
<p>Val&ecirc;ncio aliava como ningu&eacute;m o texto liter&aacute;rio e a for&ccedil;a da imagem. &ldquo;Era um pioneiro da narrativa do romance ic&ocirc;nico-verbal. Um marginal mais ou menos oficial. (&#8230;) O Val&ecirc;ncio vai ser lembrado por essa produ&ccedil;&atilde;o h&iacute;brida entre o verbal e o n&atilde;o-verbal&rdquo;, avalia o escritor D&eacute;cio Pignatari, que o projetou nacionalmente ao elogiar sua obra.</p>
<p>Opini&atilde;o semelhante tem o escritor, tradutor e cr&iacute;tico Boris Schnaiderman, que v&ecirc; um v&iacute;nculo estreito entre imagem e texto na obra de Val&ecirc;ncio Xavier, onde se destacam o Mez da Grippe, Maciste no Inferno e O Minotauro.</p>
<p>De maneira geral, seus estudiosos e cr&iacute;ticos o consideram um escritor cin&eacute;filo. Val&ecirc;ncio Xavier &ldquo;escreve como um cineasta: recorta, ilumina, acopla, monta (&#8230;) tem uma vis&atilde;o audaciosa da literatura&#8230;&rdquo;, escreveu sobre ele o escritor Jos&eacute; Castello, em 2001.</p>
<p>Val&ecirc;ncio, que passou a viver no Paran&aacute; em 1954, al&eacute;m das obras ficcionais, escreveu para v&aacute;rios jornais e revistas, Trabalhou na TV Paranaense (atualmente RPC TV) e na TV Paran&aacute; (Rede Tupi) escrevendo dramas televisivos. Em 1975 criou a Cinemateca do Museu Guido Viaro, que se tornaria a Cinemateca de Curitiba, celeiro de v&aacute;rios cineastas paranaenses.</p>
<p>Val&ecirc;ncio morreu aos 75 e al&eacute;m de esposa, filhos e neta, nos deixa &oacute;rf&atilde;os de sua arte e amizade, nascida h&aacute; mais de 30 anos.</p>
<p>Sala das Sess&otilde;es, 9 de dezembro de 2008.</p>
<p>Deputado DR. ROSINHA</p>
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		<title>Sobre Gilmar Mendes e a condenação do banqueiro Daniel Dantas</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/sobre-gilmar-mendes-e-a-condenacao-do-banqueiro-daniel-dantas/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 22:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Na inocência de Daniel Dantas, provavelmente, só deve ter um juiz que acredita: Gilmar Mendes, que recentemente veio a condenar a participação de policiais em campanhas eleitorais e em partidos políticos. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O SR. DR. ROSINHA (PT-PR. Pela ordem. Sem revis&atilde;o do orador.) &#8211; Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, antes eu fiz um pequeno registro e quero ampli&aacute;-lo agora. Nas breves comunica&ccedil;&otilde;es de 1 minuto, eu registrei que, na Legislatura passada, viajei por cerca de 20 pres&iacute;dios do Pa&iacute;s, pela Comiss&atilde;o de Direitos Humanos.</p>
<p>Em todos esses pres&iacute;dios, al&eacute;m dos problemas de desrespeito aos direitos humanos, uma coisa chamava aten&ccedil;&atilde;o: os presos diziam que eram inocentes, que estavam ali por injusti&ccedil;a. Lembrei desse detalhe ontem, ao assistir ao notici&aacute;rio de &acirc;mbito nacional, quando os advogados de Daniel Dantas diziam que o Juiz De Sanctis condenou um inocente. Deve ser t&atilde;o inocente quanto aqueles presos que eu visitei para verificar as condi&ccedil;&otilde;es de direitos humanos nos pres&iacute;dios do nosso Pa&iacute;s.</p>
<p>Na inoc&ecirc;ncia de Daniel Dantas, provavelmente, s&oacute; deve ter um juiz que acredita: Gilmar Mendes, que recentemente veio a condenar a participa&ccedil;&atilde;o de policiais em campanhas eleitorais e em partidos pol&iacute;ticos.</p>
<p>Seria interessante que o Ministro Gilmar Mendes respondesse &agrave;quilo que a Carta Capital mostra, a sua participa&ccedil;&atilde;o em elei&ccedil;&otilde;es na cidade onde nasceu. De acordo com a Carta Capital, h&aacute; a insinua&ccedil;&atilde;o de que processos para julgar o desvio de recursos feito pelo seu irm&atilde;o como Prefeito n&atilde;o s&atilde;o julgados por influ&ecirc;ncia superior; que a&ccedil;&otilde;es que tramitam nos tribunais eleitorais s&atilde;o engavetadas por influ&ecirc;ncia do Sr. Gilmar Mendes. Est&aacute; tudo na Carta Capital.</p>
<p>Provavelmente, deve ser esse Juiz Gilmar Mendes, que sempre se manifestou politicamente, desde a AGU, desde que participava, por indica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &mdash; como o s&atilde;o todos para o STF &mdash; , do Governo Fernando Henrique Cardoso; que sempre tomou decis&otilde;es acima da Justi&ccedil;a, sempre tomou decis&otilde;es pol&iacute;ticas, como a de soltar Daniel Dantas no segundo habeas corpus que concedeu.</p>
<p>Portanto, est&aacute; de parab&eacute;ns pela sua a&ccedil;&atilde;o o Juiz De Sanctis, que tem atuado de acordo com o que se exige no nosso Pa&iacute;s, no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e pela moralidade p&uacute;blica.</p>
<p>Concluo dizendo que, mesmo que a justi&ccedil;a n&atilde;o seja feita, o Dr. De Sanctis tem mantido a ordem, como diz o Ministro Eros Grau. Em recente entrevista, S.Exa. disse que n&atilde;o estava no STF para fazer justi&ccedil;a, mas para manter a ordem, porque as leis brasileiras s&atilde;o para manter a ordem.</p>
<p>Ent&atilde;o, se &eacute; para manter a ordem, Daniel Dantas tem que ser punido, porque, ao longo de sua vida, nos processos de privatiza&ccedil;&atilde;o, atuou sempre contra a ordem p&uacute;blica, inclusive contra as a&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a.</p>
<p>Portanto, se n&atilde;o fez justi&ccedil;a, pelo menos para manter a ordem, assim julgou o Juiz De Sanctis, que est&aacute; de parab&eacute;ns.</p>
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		<title>Desagravo à memória de Paulo Freire &#8211; repúdio à revista Veja</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/desagravo-a-memoria-de-paulo-freire-repudio-a-revista-veja/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 22:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Passados mais de 10 anos da morte do educador Paulo Freire, ainda sentindo a falta que ele nos faz, somos surpreendidos por matéria torpe da revista Veja (especialista em vilanias), que de forma gratuita ofende a memória daquele que foi um dos maiores pensadores do Brasil, cujo exílio logo em 1964 o levou para trabalhar em diversos países da América Latina, África, EUA e Suiça. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>Passados mais de 10 anos da morte do educador Paulo Freire, ainda sentindo a falta que ele nos faz, somos surpreendidos por mat&eacute;ria torpe da revista Veja (especialista em vilanias), que de forma gratuita ofende a mem&oacute;ria daquele que foi um dos maiores pensadores do Brasil, cujo ex&iacute;lio logo em 1964 o levou para trabalhar em diversos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, &Aacute;frica, EUA e Sui&ccedil;a.</p>
<p>Pois bem, na edi&ccedil;&atilde;o de 20 de agosto a revista Veja publicou uma reportagem, pretensamente sobre a qualidade de ensino no Brasil, de autoria das jornalistas Monica Weinberg e Camila Pereira e se espantam que &ldquo;muitos professores brasileiros (&#8230;) idolatram personagens arcanos sem contribui&ccedil;&atilde;o efetiva &agrave; civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um m&eacute;todo de doutrina&ccedil;&atilde;o esquerdista disfar&ccedil;ado de alfabetiza&ccedil;&atilde;o. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o f&iacute;sico te&oacute;rico alem&atilde;o Albert Einstein, talvez o maior g&ecirc;nio da hist&oacute;ria da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. S&oacute; isso j&aacute; seria evid&ecirc;ncia suficiente de que se est&aacute; diante de uma distor&ccedil;&atilde;o gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deforma&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o-tempo t&atilde;o poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado&rdquo;.</p>
<p>Diante disso a vi&uacute;va de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de rep&uacute;dio, que retiramos do blog www.viomundo.com.br , do jornalista Luiz Carlos Azenha, que transcrevemos a seguir.</p>
<p>&#8216;Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da C&aacute;tedra Paulo Freire e vi&uacute;va do maior educador brasileiro PAULO FREIRE &#8212; e um dos maiores de toda a hist&oacute;ria da humanidade &#8211;, quero registrar minha mais profunda indigna&ccedil;&atilde;o e rep&uacute;dio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece &agrave;s pessoas ing&ecirc;nuas ou mal intencionadas de nosso pa&iacute;s. N&atilde;o a leio por princ&iacute;pio, mas ou&ccedil;o coment&aacute;rios sobre sua postura danosa atrav&eacute;s do jornalismo cr&iacute;tico. N&atilde;o proclama sua op&ccedil;&atilde;o em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.</p>
<p>Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos n&oacute;s brasileiros dever&iacute;amos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico alvo deles. Nem esta &eacute; a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obitu&aacute;rio da revista em quest&atilde;o n&atilde;o lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros &oacute;rg&atilde;os da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de cr&iacute;ticas anteriores a ele feitas.</p>
<p>A mat&eacute;ria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do fil&oacute;sofo Roberto Romano que escreve sobre &eacute;tica, certamente em favor da &eacute;tica do mercado, contra a &eacute;tica da vida criada por Paulo. Esta n&atilde;o &eacute;, ali&aacute;s, sua primeira investida sobre algu&eacute;m que &eacute; conhecido no mundo por sua conduta &eacute;tica verdadeiramente humanista.</p>
<p>Inadmissivelmente, a mat&eacute;ria &eacute; elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do &quot;fil&oacute;sofo&quot; e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irrespons&aacute;vel, elas se filiam &agrave; mesma linha de op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do primeiro, falam em favor da &eacute;tica do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacion&aacute;rio.</p>
<p>Supera&ccedil;&atilde;o realizada n&atilde;o s&oacute; pela pol&iacute;tica federal de extin&ccedil;&atilde;o da pobreza, mas, sobretudo pelo trabalho de meu marido &#8211; na qual esta pol&iacute;tica de distribui&ccedil;&atilde;o da renda se baseou &#8211; que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da hist&oacute;ria e n&atilde;o apenas objeto dela. Nas 12 p&aacute;ginas, nas quais proliferam um civismo &agrave;s avessas e a m&aacute; apreens&atilde;o da realidade, os participantes e as autoras da mat&eacute;ria d&atilde;o continuidade &agrave;s pr&aacute;ticas autorit&aacute;rias, fascistas, retr&oacute;gradas da cata &agrave;s bruxas dos anos 50 e da &oacute;tica de subvers&atilde;o encontrada em todo ato humanista no nefasto per&iacute;odo da Ditadura Militar.</p>
<p>Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe m&eacute;dia brasileira med&iacute;ocre que tem a Veja como seu &quot;Norte&quot; e &quot;B&iacute;blia&quot;, esta mat&eacute;ria revela quase t&atilde;o somente temerem as id&eacute;ias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperan&ccedil;a no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrif&iacute;cio e intelig&ecirc;ncia, a Veja quer torn&aacute;-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua for&ccedil;a de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espa&ccedil;o escolar o que h&aacute; de mais importante na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, jovens e adultos: o pensar e a forma&ccedil;&atilde;o da cidadania de todas as pessoas de nosso pa&iacute;s, independentemente de sua classe social, etnia, g&ecirc;nero, idade ou religi&atilde;o.</p>
<p>Querendo diminu&iacute;-lo e ofend&ecirc;-lo, contraditoriamente a revista Veja nos d&aacute; o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira est&aacute; no caminho certo para a constru&ccedil;&atilde;o da aut&ecirc;ntica democracia. Querendo diminu&iacute;-lo e ofend&ecirc;-lo, contraditoriamente a revista Veja nos d&aacute; o direito de proclamar que Paulo Freire Vive! S&atilde;o Paulo, 11 de setembro de 2008. Ana Maria Ara&uacute;jo Freire&#8217;.</p>
<p>Sala das sess&otilde;es, 8 de outubro de 2008.</p>
<p>Deputado DR. ROSINHA</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre o tipo de jornalismo praticado pela revista Veja</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/sobre-o-tipo-de-jornalismo-praticado-pela-revista-veja/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 22:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Veja comemora 40 anos. No início, sob a responsabilidade do jornalista Mino Carta, foi uma revista séria e importante na defesa da democracia. Nos últimos anos Veja é uma importante fonte de desinformação, calúnias e matérias em defesa de interesses próprios de um pequeno grupo econômico. Para conferir seu comportamento, basta acessar o blog de Luiz Nassif, jornalista sério. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>A revista Veja comemora 40 anos. No in&iacute;cio, sob a responsabilidade do jornalista Mino Carta, foi uma revista s&eacute;ria e importante na defesa da democracia. Nos &uacute;ltimos anos Veja &eacute; uma importante fonte de desinforma&ccedil;&atilde;o, cal&uacute;nias e mat&eacute;rias em defesa de interesses pr&oacute;prios de um pequeno grupo econ&ocirc;mico. Para conferir seu comportamento, basta acessar o blog de Luiz Nassif, jornalista s&eacute;rio.</p>
<p>Neste vi&eacute;s merece registro a facilidade com que a revista Veja elege favoritos e fontes privilegiadas de seus furos de reportagem para logo depois os tratarem como persona non grata e passarem a ser alvos de mat&eacute;rias depreciativas.</p>
<p>Igualmente merecedor de registro &eacute; o papel que a referida revista se arvorou de pautar os Tr&ecirc;s Poderes e divulgar den&uacute;ncias bomb&aacute;sticas, sem que tenham sido precedidas de exaustiva e respons&aacute;vel averigua&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>O jornalista Luiz Nassif faz um levantamento minucioso deste comportamento &#8211; aparentemente estapaf&uacute;rdio- comparando o tratamento dispensado pelos editores da Veja ao diretor da Pol&iacute;cia Federal, Paulo Lacerda, profissional respeitado como adepto do &ldquo;trabalho de intelig&ecirc;ncia&rdquo; dentro da investiga&ccedil;&atilde;o policial. Em outubro de 2004 a revista estampou mat&eacute;ria de capa enaltecendo a atua&ccedil;&atilde;o de Lacerda no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o dentro das fileiras da corpora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Inaugurou-se uma fase de bom relacionamento entre a revista e a PF, logo degringolada a partir do momento em que a revista parece ter assumido a defesa do banqueiro Daniel Dantas. Antes de completar quatro anos, desde a mat&eacute;ria elogiosa, a edi&ccedil;&atilde;o da Veja de 13 de agosto de 2008 critica os &ldquo;espi&otilde;es fora de controle&rdquo; da Abin (Ag&ecirc;ncia Brasileira de Informa&ccedil;&atilde;o), dirigida por Paulo Lacerda. &ldquo;Fazer mat&eacute;rias enaltecendo delegados e autoridades policiais, com o objetivo de conseguir informa&ccedil;&otilde;es exclusivas, n&atilde;o &eacute; pr&aacute;tica bem vista na profiss&atilde;o&rdquo;, lembra Luiz Nassif.</p>
<p>Quais seriam as raz&otilde;es para a revista Veja mudar de opini&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao diretor da Abin, acusando-o de ser respons&aacute;vel por conden&aacute;vel escuta telef&ocirc;nica de conversas trocadas entre o presidente do STF, Gilmar Mendes e o senador Dem&oacute;stenes Torres (DEM-GO)?</p>
<p>Um r&aacute;pido exerc&iacute;cio de racioc&iacute;nio nos conduz a uma possibilidade: a de desmoralizar a Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha (no bojo da qual foram presos o banqueiro Daniel Dantas e mais outras 21 pessoas suspeitas de integrar esquema de corrup&ccedil;&atilde;o e cometer crimes contra a economia nacional). A opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha foi deflagrada pela Pol&iacute;cia Federal, n&atilde;o mais dirigida por Lacerda, mas a quem se pretende acusar como &ldquo;mandante e arquiteto&rdquo; da opera&ccedil;&atilde;o, supostamente coordenando de dentro da Abin as investiga&ccedil;&atilde;o. Ou seja: extrapolando de suas fun&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Onde essa onda de denuncismo (t&atilde;o a gosto da oposi&ccedil;&atilde;o em &eacute;poca eleitoral&#8230;) nos levar&aacute;, n&atilde;o sabemos. De concreto tem pautado os presidentes do Executivo e Judici&aacute;rio, alterado o movimento no Congresso e afastado temporariamente toda a diretoria da Abin afim de garantir lisura e transpar&ecirc;ncia at&eacute; o final do inqu&eacute;rito sobre a autoria do grampo telef&ocirc;nico.</p>
<p>Se ao final das investiga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ficar comprovada a responsabilidade do presidente da Abin, n&atilde;o tem import&acirc;ncia pois o preju&iacute;zo pretendido j&aacute; est&aacute; garantido, qual seja o de desmoralizar o Governo e seus agentes.</p>
<p>Sala das Sess&otilde;es, 3 de setembro de 2008.</p>
<p>Deputado DR. ROSINHA</p>
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		<title>Migrações e deslocamentos populacionais voluntários ou forçados</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 22:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos um país cuja história e cultura foram enriquecidas pelas contribuições dos diferentes povos que aqui chegaram, voluntária ou compulsoriamente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>Somos um pa&iacute;s cuja hist&oacute;ria e cultura foram enriquecidas pelas contribui&ccedil;&otilde;es dos diferentes povos que aqui chegaram, volunt&aacute;ria ou compulsoriamente.</p>
<p>Breves refer&ecirc;ncias hist&oacute;ricas:</p>
<p>No s&eacute;culo XIX, muitos pa&iacute;ses n&atilde;o adotavam diferen&ccedil;as entre os direitos dos nacionais e os dos estrangeiros. As duas guerras mundiais trouxeram como conseq&uuml;&ecirc;ncia o retrocesso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compreens&atilde;o dos direitos do migrante e muitos pa&iacute;ses passaram a estabelecer restri&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>No Brasil, as Constitui&ccedil;&otilde;es de 1934 e de 1937 refletem esta tend&ecirc;ncia. A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1934 institui o sistema de cotas, al&eacute;m de vedar a concentra&ccedil;&atilde;o de imigrantes em qualquer ponto do territ&oacute;rio nacional. Pelo sistema de cotas impedia-se que cada corrente imigrat&oacute;ria excedesse 2% do n&uacute;mero total de nacionais daquele pa&iacute;s que haviam entrado no Brasil durante os &uacute;ltimos 50 anos.</p>
<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1937 restringe ainda mais ao limitar a entrada no pa&iacute;s de certas ra&ccedil;as ou origens, privilegiando abertamente a imigra&ccedil;&atilde;o europ&eacute;ia. A partir desta CF &eacute; emanado o Decreto 383, de 1938, que pro&iacute;be aos estrangeiros exercerem atividades pol&iacute;ticas no Brasil.</p>
<p>Com o fim da II Guerra Mundial, os direitos humanos come&ccedil;aram a ser debatidos e pautados e o Brasil entra num per&iacute;odo de expans&atilde;o e come&ccedil;a a flexibilizar a pol&iacute;tica de imigra&ccedil;&atilde;o para poder buscar m&atilde;o-de-obra especializada. O Decreto-Lei n&ordm; 7967/45 parece ser &agrave; 1&ordf; vista um avan&ccedil;o na quest&atilde;o migrat&oacute;ria ao afirmar, em seu 1&ordm; art. que &ldquo;todo estrangeiro poder&aacute; entrar no Brasil, desde que satisfa&ccedil;a as condi&ccedil;&otilde;es desta lei&rdquo;. Mas as caracter&iacute;sticas racistas continuam. Como exemplo o 2&ordm; art. que estabelecia que deveriam ser atendidas, na admiss&atilde;o de imigrantes, a &ldquo;necessidade de preservar e desenvolver, na composi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica da popula&ccedil;&atilde;o, as caracter&iacute;sticas mais convenientes de sua ascend&ecirc;ncia europ&eacute;ia&rdquo;.</p>
<p>O primeiro Estatuto do Estrangeiro &eacute; estabelecido no Brasil pelo Decreto-Lei 941/69, de18/10/69, e n&atilde;o deixa d&uacute;vida sobre a pol&iacute;tica do regime militar quanto ao tratamento do estrangeiro: buscam-se exig&ecirc;ncias extralegais, fazendo com que os governantes de plant&atilde;o mudassem, ao seu arb&iacute;trio, as regras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; admiss&atilde;o de estrangeiros.</p>
<p>Em 1980 &eacute; aprovada a Lei 6.815 (Estatuto do Estrangeiro), ainda refletindo os anos de chumbo, &eacute; o principal instrumento regulat&oacute;rio dos imigrantes no territ&oacute;rio nacional. Desde o in&iacute;cio de sua vig&ecirc;ncia, o Estatuto vem sendo alvo de cr&iacute;ticas no pa&iacute;s, pois a CF, de cunho universalista, contrap&otilde;e-se ao Estatuto do Estrangeiro, mais restritivo.</p>
<p>Registro alguns instrumentos internacionais sobre direitos dos migrantes:</p>
<p>Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos (1948);</p>
<p>Pacto Internacional dos Direitos civis e Pol&iacute;ticos (1966);</p>
<p>Pacto de S&atilde;o Jos&eacute; da Costa Rica (1992)</p>
<p>Conven&ccedil;&atilde;o Internacional para Prote&ccedil;&atilde;o dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e seus Familiares (aprovada pela Assembl&eacute;ia da ONU em 1990).</p>
<p>No contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o, estes instrumentos internacionais s&atilde;o insuficientes para garantir os direitos dos migrantes.</p>
<p>As mudan&ccedil;as ocorridas no processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva implicam em novas modalidades de mobilidade de capital e de popula&ccedil;&otilde;es. Novas correntes migrat&oacute;rias surgem, &agrave;s vezes dentro de um curto per&iacute;odo.</p>
<p>Na m&iacute;dia s&atilde;o constantes as not&iacute;cias de brasileiros que tentam entrar nos EUA (via M&eacute;xico) ou de norte-africanos que se arriscam em travessias perigosas (e n&atilde;o raro, malsucedidas) para entrar na Europa. Em comum, todos buscam inserir-se de forma tempor&aacute;ria ou em car&aacute;ter definitivo no pa&iacute;s que se apresenta como uma esperan&ccedil;a de vida melhor.</p>
<p>A esses imigrantes est&atilde;o destinadas as tarefas manuais e de baixa qualifica&ccedil;&atilde;o, mas que ser&atilde;o melhor remuneradas que em seus pa&iacute;ses de origem. Em muitos casos tratam-se de pessoas com forma&ccedil;&atilde;o profissional e acad&ecirc;mica que se sujeitam a um rebaixamento de seu status social em prol da recompensa financeira imediata.</p>
<p>Assim, a imigra&ccedil;&atilde;o torna-se uma boa estrat&eacute;gia econ&ocirc;mica, a partir da qual as redes de rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o formadas e fortalecidas e fomentam ainda mais o fluxo migrat&oacute;rio. &ldquo;H&aacute; uma verdadeira explos&atilde;o de migrantes brasileiros que, mediante a compra de um pacote, tentam passar pelas fronteiras do M&eacute;xico, vivendo situa&ccedil;&otilde;es arriscadas e muitas vezes violentas, nessa travessia rumo ao pa&iacute;s de seus sonhos. De acordo com a imprensa, uma vez cruzada a fronteira, n&atilde;o ser&atilde;o presos e, com jeitinho, acabam ficando por l&aacute;: uns, amealhando os d&oacute;lares para investir no Brasil; outros, para residir permanentemente fora de casa&rdquo; (PATARRA, Neide).</p>
<p>J&aacute; a emigra&ccedil;&atilde;o brasileira para a Europa parece estar ligada a fatores hist&oacute;ricos e culturais decorrentes do pr&oacute;prio processo migrat&oacute;rio brasileiro que, at&eacute; pouco tempo atr&aacute;s caracterizava o Brasil como pa&iacute;s receptor de popula&ccedil;&atilde;o (imigrantes). Ou seja, al&eacute;m da motiva&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, parece que tra&ccedil;os culturais e de parentesco (s&atilde;o netos ou bisnetos dos imigrantes europeus) influenciam na decis&atilde;o de migrar.</p>
<p>Os principais pa&iacute;ses europeus receptores de brasileiros s&atilde;o: It&aacute;lia (35 mil), Portugal (70 mil) e Espanha (32 mil), dados de 2003.</p>
<p>A isso se soma, em quantidade dif&iacute;cil de mensurar, a emigra&ccedil;&atilde;o de mulheres que para l&aacute; se dirigem muitas vezes iludidas, em busca de sua inser&ccedil;&atilde;o em atividades de lazer (ou entrando na prostitui&ccedil;&atilde;o) ou inseridas em trabalhos dom&eacute;sticos. H&aacute; que se mencionar tamb&eacute;m a sa&iacute;da de jogadores de futebol que, apesar de quantitativamente menos representativa, tem sua dimens&atilde;o simb&oacute;lica.</p>
<p>Outro fluxo de emigrantes com caracter&iacute;sticas hist&oacute;ricas decorrentes do processo migrat&oacute;rio do in&iacute;cio do s&eacute;culo 20 &eacute; o de trabalhadores brasileiros descendentes de imigrantes japoneses em dire&ccedil;&atilde;o ao Jap&atilde;o. Nesse caso, ocorre a fus&atilde;o dos aspectos principais dos fluxos anteriores: embora sempre movidos por estrat&eacute;gias econ&ocirc;micas, os tra&ccedil;os culturais e &eacute;tnicos, bem como a rede de parentesco, s&atilde;o componentes decisivos neste fluxo migrat&oacute;rio.</p>
<p>Para finalizar utilizo as palavras da pesquisadora do Instituto Migra&ccedil;&otilde;es e Direitos Humanos: &ldquo;&#8230;cada ser humano deveria ter o direito e migrar, mas tamb&eacute;m de n&atilde;o ser obrigado a migrar. Isso significa que o Estado deve estar preocupado em eliminar as causas estruturais que induzem milhares de brasileiros a sair do pa&iacute;s&rdquo;. (MILESI.Rosita).</p>
<p>Sala das Sess&otilde;es, 19 de junho de 2008.</p>
<p>Deputado DR. ROSINHA</p>
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		<title>Em memória da atriz Lala Schneider</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 22:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Peço o registro nos Anais da Câmara do pronunciamento que dou como lido sobre o falecimento da atriz paranaense Lala Schneider, aos 80 anos, no último dia 28 de fevereiro em Curitiba. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>Pe&ccedil;o o registro nos Anais da C&acirc;mara do pronunciamento que dou como lido sobre o falecimento da atriz paranaense Lala Schneider, aos 80 anos, no &uacute;ltimo dia 28 de fevereiro em Curitiba.</p>
<p>Nascida em Irati (PR) em 23 de abril de 1926, Lala &eacute; considerada a primeira dama do teatro no Paran&aacute;. J&aacute; foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil. Atriz de teatro, televis&atilde;o, cinema, diretora e professora de interpreta&ccedil;&atilde;o, subiu ao palco pela primeira vez em 1950, com a pe&ccedil;a &quot;O Poder do Amor&quot;, no teatro do Sesi.</p>
<p>Fez parte de in&uacute;meras montagens do Teatro do Estudante do Paran&aacute; (TEP), que ajudou a fundar ao lado de Armando Maranh&atilde;o, Ary Fontoura e outros. Durante sua atua&ccedil;&atilde;o junto ao TEP, ganhou diversos pr&ecirc;mios em festivais nacionais.</p>
<p>Atuou em in&uacute;meras pe&ccedil;as pelo Teatro de Com&eacute;dia do Paran&aacute; (TCP), inclusive na pe&ccedil;a inaugural, &quot;Um Elefante no Caos&quot;, de 1963. Entre as montagens do TCP, atuou em &quot;Col&ocirc;nia Cec&iacute;lia&quot; (1984) e &quot;Noite na Taverna&quot; (1989), ambas sob dire&ccedil;&atilde;o de Ademar Guerra. Participou tamb&eacute;m de &quot;Os Incendi&aacute;rios&quot; (2000), com dire&ccedil;&atilde;o de Felipe Hirsch, e dirigiu &quot;Fl&ocirc; em Pal&aacute;cio de Urubus&quot; (1993). Foi premiada com o Trof&eacute;u Gralha Azul na categoria de melhor atriz em 1984-1985, por sua atua&ccedil;&atilde;o em &quot;Col&ocirc;nia Cec&iacute;lia&quot;, e em 1992-1993, pela pe&ccedil;a &quot;O Vampiro e a Polaquinha&quot;.</p>
<p>Ao todo, foram 99 pe&ccedil;as, nove filmes e oito novelas ao longo de 52 anos de carreira. Na Rede Globo, Lala fez participa&ccedil;&otilde;es em novelas como &quot;Lua cheia de amor&quot; e &quot;Felicidade&quot;, al&eacute;m da miniss&eacute;rie &quot;Tereza Batista&quot;.</p>
<p>No cinema, a atriz trabalhou principalmente com cineastas paranaenses. Ela fez &quot;Guerra dos pelados&quot;, &quot;Aleluia Gretchen&quot; e &quot;Making of Curitiba&quot;, de Sylvio Back, &quot;O Cerco da Lapa&quot;, de Berenice Mendes, &quot;Mar&eacute; alta&quot;, de Eg&iacute;dio &Eacute;lcio, entre outros. Seu &uacute;ltimo trabalho local foi o filme &quot;Mist&eacute;ryus&quot;, que ainda n&atilde;o estreou, baseado em contos de Val&ecirc;ncio Xavier.</p>
<p>Em 1994, o diretor e ator Jo&atilde;o Luiz Fiani inaugurou seu teatro com o nome de &quot;Teatro Lala Schneider&quot;, em homenagem &agrave; atriz, que Fiani sempre considerou sua grande mestra e que teve a honra de dirigir no ano de 2001 no espet&aacute;culo &quot;Cem Anos, o musical&quot;, baseado na obra de Gabriel Garcia M&aacute;rquez e que fez parte da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba daquele ano.</p>
<p>Em 2004, Lala Schneider recebeu do Centro Cultural Teatro Gua&iacute;ra, a Medalha Comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Audit&oacute;rio Salvador de Ferrante), homenagem concedida &agrave;s personalidades que fizeram parte da hist&oacute;ria do teatro paranaense. Tamb&eacute;m em 2004, Lala ganhou o pr&ecirc;mio de melhor atriz no festival de cinema de Gramado com o filme &quot;Vov&oacute; Vai Ao Cinema&quot;.</p>
<p>Para 2007, Fiani planejava levar ao palco o espet&aacute;culo &quot;Esmeralda, a vida de Lala Scheider&quot;, uma biografia sobre a atriz, que inclusive tomaria parte do elenco, mas que infelizmente, ser&aacute; apenas uma homenagem p&oacute;stuma.</p>
<p>Para o ator curitibano Ary Fontoura, que h&aacute; muitos anos atua em novelas, Lala sempre foi uma mulher batalhadora, estudiosa e que sempre incentivou as pessoas. &quot;Uma mulher sensacional, um tipo de pessoa que faz uma falta danada e sempre alvo de muita gratid&atilde;o por quem fazia teatro&quot;.</p>
<p>Lala recebeu v&aacute;rios convites para trabalhar no Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo, inclusive um recente para fazer parte do quadro da Rede Globo, mas sempre preferiu permanecer na sua terra natal.</p>
<p>Na opini&atilde;o de Fontoura, Lala tinha uma no&ccedil;&atilde;o perfeita de que sair de Curitiba para atuar fora n&atilde;o era o melhor rem&eacute;dio. &quot;Ela falava que o amor pelo Paran&aacute; era t&atilde;o grande que a impedia de permanecer longe por muito tempo&quot;, recorda o ator.</p>
<p>Al&eacute;m do grande p&uacute;blico, Lala deixa muitas saudades para uma casta de atores, atrizes e diretores por ela formados e que hoje se sentem como que perdendo uma verdadeira m&atilde;e.</p>
<p>Sala das Sess&otilde;es, 8 de mar&ccedil;o de 2007.</p>
<p>DEPUTADO DR. ROSINHA</p>
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		<title>Sobre a visita de George W. Bush ao Brasil</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/sobre-a-visita-de-george-w-bush-ao-brasil/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 22:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil quero registrar nos Anais da Câmara dos Deputados o pronunciamento que faço, no que sou apoiado por outros parlamentares. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>Sobre a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil quero registrar nos Anais da C&acirc;mara dos Deputados o pronunciamento que fa&ccedil;o, no que sou apoiado por outros parlamentares.</p>
<p>I. O roteiro e a tem&aacute;tica da visita do presidente Bush &agrave; Am&eacute;rica Latina revelam claramente os fracassos das pol&iacute;ticas desenvolvidas pela Casa Branca.</p>
<p>II. Na sua viagem hemisf&eacute;rica, Bush evitou cuidadosamente pa&iacute;ses como Venezuela, Bol&iacute;via, Equador e at&eacute; mesmo a Argentina, que embora sejam importantes na regi&atilde;o, t&ecirc;m hoje regimes que se contrap&otilde;em aos interesses hegem&ocirc;nicos da &uacute;nica grande pot&ecirc;ncia do planeta.</p>
<p>III. No entanto, esses regimes surgiram devido ao fracasso das pol&iacute;ticas neoliberais no continente, as quais foram implantadas com forte press&atilde;o de governos norte-americanos, inclusive o de Bush. Essas pol&iacute;ticas resultaram, em geral, no aumento da concentra&ccedil;&atilde;o da renda e dos n&iacute;veis de pobreza, em taxas de crescimento med&iacute;ocres e no desmantelamento dos mecanismos que os Estados dispunham para implementar pol&iacute;ticas relativamente aut&ocirc;nomas de desenvolvimento.</p>
<p>IV. Agora, numa atitude que beira o esc&aacute;rnio, o presidente Bush oferece aos pa&iacute;ses latino-americanos o mais despudorado assistencialismo, como forma de tentar mitigar os nefastos efeitos sociais das pol&iacute;ticas exigidas por seu governo.</p>
<p>V. Em vez de um di&aacute;logo franco, o faz-de-conta cerimonial; em vez de uma discuss&atilde;o s&eacute;ria sobre a profunda crise na Am&eacute;rica Latina, a superficialidade do assistencialismo e da m&aacute;quina de propaganda do Imp&eacute;rio.</p>
<p>VI. A &ecirc;nfase na coopera&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea dos biocombust&iacute;veis, embora importante do ponto de vista ambiental, revela, por seu turno, o maior fracasso do presidente Bush: a sua desastrada pol&iacute;tica antiterrorista e suas canhestras interven&ccedil;&otilde;es no Oriente M&eacute;dio.</p>
<p>VII. Com efeito, as invas&otilde;es do Afeganist&atilde;o e do Iraque, feitas sob a desculpa esfarrapada de criar um Oriente M&eacute;dio &ldquo;est&aacute;vel e democr&aacute;tico&rdquo;, resultaram no acirramento das crises pol&iacute;ticas pr&eacute;-existentes e, no caso espec&iacute;fico do Iraque, numa franca guerra-civil que provavelmente resultar&aacute; em novo ordenamento geopol&iacute;tico da regi&atilde;o. O governo Bush, que esperava ter melhor acesso ao petr&oacute;leo com tais interven&ccedil;&otilde;es, v&ecirc; &ndash;se agora ref&eacute;m da sua pr&oacute;pria obtusidade. Da&iacute; o seu inusitado interesse nos biocombust&iacute;veis, o qual passa &agrave; margem de um compromisso internacional coerente com o meio ambiente, pois ele continua a recusar o Protocolo de Quioto.</p>
<p>VIII. O pior, entretanto, &eacute; que a invas&atilde;o do Iraque foi efetuada ao arrepio do sistema de seguran&ccedil;a coletiva das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, bem como das normas mais elementares do direito internacional p&uacute;blico, e com base na desinforma&ccedil;&atilde;o intencional da opini&atilde;o p&uacute;blica norte-americana e mundial, que foi levada a acreditar que Sadam Hussein tinha perigosas armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa. Esse unilateralismo belicoso e c&iacute;nico vem tornando o mundo mais inseguro e alastrando o terrorismo fundamentalista em todas as regi&otilde;es do globo.</p>
<p>IX. Por tais raz&otilde;es, Bush &eacute; hoje um presidente sem nenhum prest&iacute;gio, que fez o seu partido perder de forma vergonhosa as &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es legislativas e majorit&aacute;rias.</p>
<p>X. Assim sendo, s&oacute; nos resta manifestar o nosso veemente rep&uacute;dio &agrave; visita inoportuna e in&uacute;til desse presidente decadente, que representa o que h&aacute; de pior no cen&aacute;rio mundial.</p>
<p>XI. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa esperan&ccedil;a de que o Brasil, que vem praticando pol&iacute;tica externa correta e soberana, n&atilde;o ceda &agrave;s press&otilde;es do governo Bush para isolar politicamente os regimes democr&aacute;ticos e leg&iacute;timos da Am&eacute;rica Latina que tanto desagradam os interesses hegem&ocirc;nicos do imp&eacute;rio na regi&atilde;o.</p>
<p>Sala das Sess&otilde;es, 08 de mar&ccedil;o de 2007.</p>
<p>Deputado DR. ROSINHA</p>
<img src="http://drrosinha.com.br/?ak_action=api_record_view&id=870&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Greve dos funcionários públicos de Maringá (PR).</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/greve-dos-funcionarios-publicos-de-maringa-pr/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Jul 2006 21:57:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
				<category><![CDATA[DISCURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Solicito o registro nos Anais da C&#226;mara dos Deputados, da carta-desabafo de uma funcion&#225;ria p&#250;blica municipal de Maring&#225;, PR. &#8220;Caros amigos, venho hoje aqui dividir com voc&#234;s minha tristeza, indigna&#231;&#227;o, e todo tipo de sentimento que n&#227;o consigo expressar atrav&#233;s de palavras, mas que estou sentindo nesse momento. Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Senhoras e Senhores Deputados,</p>
<p>Solicito o registro nos Anais da C&acirc;mara dos Deputados, da carta-desabafo de uma funcion&aacute;ria p&uacute;blica municipal de Maring&aacute;, PR.</p>
<p>&ldquo;Caros amigos, venho hoje aqui dividir com voc&ecirc;s minha tristeza, indigna&ccedil;&atilde;o, e todo tipo de sentimento que n&atilde;o consigo expressar atrav&eacute;s de palavras, mas que estou sentindo nesse momento.</p>
<p>Para os que n&atilde;o sabem, sou servidora p&uacute;blica da prefeitura de Maring&aacute;, exer&ccedil;o o cargo de enfermeira e junto com meus colegas servidores (professores, garis, atendentes de creche, psic&oacute;logos, merendeiras, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, educadores sociais, agentes de tr&acirc;nsito, etc.) tamb&eacute;m estou em greve!</p>
<p>Hoje estamos no 25 dia de greve, no qual reivindicamos apenas o que &eacute; nosso de direito (16,67% de reajuste, pagamento imediato da progress&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o imediata do PCCF &#8211; Plano de Cargos Carreira e Sal&aacute;rio e pelo fim das persegui&ccedil;&otilde;es aos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos que lutam pelos seus direitos). Durante esses 25 dias de greve enfrentamos de tudo, mil&iacute;cia armada, amea&ccedil;as, terror psicol&oacute;gico, agress&atilde;o f&iacute;sica, difama&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da nossa dignidade enquanto cidad&atilde;o e trabalhador dessa cidade!</p>
<p>Hoje 29/06/06 &agrave;s 00:20h assisti uma cena que n&atilde;o ir&aacute; sair da minha cabe&ccedil;a enquanto eu viver. Meus colegas sendo arrastados pela pol&iacute;cia pelos bra&ccedil;os e pernas, gritando, ainda ou&ccedil;o o grito deles! Enquanto eu era conduzida por uma policial militar para fora do PA&Ccedil;O MUNICIPAL, olhei a minha volta no momento que sai, e me deparei com mais policiais juntos (230 policias e 40 viaturas) do que eu j&aacute; vi nos meus 35 anos de exist&ecirc;ncia. Policiais munidos de metralhadoras, rev&oacute;lveres, c&atilde;es e toda a parafern&aacute;lia do poder armado. Fui empurrada para dentro de um &ocirc;nibus da PM, juntamente com 39 colegas servidores mais os dirigentes do sindicato e o nosso advogado ALGEMADO, e levada para a delegacia de pol&iacute;cia como uma criminosa de alta periculosidade apenas por exercer o meu direito de trabalhadora e cidad&atilde; de um pa&iacute;s democr&aacute;tico(????)!</p>
<p>Ao chegarmos &agrave; delegacia ficamos em fila, encostados em uma parede no p&aacute;tio da mesma, sob o sereno e o frio da madrugada, enquanto aguard&aacute;vamos para preenchermos os boletins de ocorr&ecirc;ncia por desobedi&ecirc;ncia a uma ordem judicial. Esse processo demorou aproximadamente 4h, quando fomos sendo liberados um a um com a notifica&ccedil;&atilde;o para comparecer ao F&oacute;rum no dia 18/12/06 &agrave;s 13:40h. Eu, que nunca cometi nenhuma infra&ccedil;&atilde;o, terei que prestar contas &agrave; justi&ccedil;a porque PACIFICAMENTE estava exercendo meu direito de Trabalhadora!!!</p>
<p>Valeu a pena? Talvez voc&ecirc;s me fa&ccedil;am essa pergunta. Eu digo a voc&ecirc;s que valeu sim. Por qu&ecirc;? Porque me olho no espelho e n&atilde;o me envergonho da minha atitude, porque sei que agi com integridade e hombridade e em nenhum momento trai meus princ&iacute;pios.</p>
<p>Voc&ecirc;s meus amigos, que conhecem meu car&aacute;ter sabem que sou uma pessoa sensata, tranq&uuml;ila, pac&iacute;fica, jamais teria uma atitude de viol&ecirc;ncia ou vandalismo como est&atilde;o dizendo que tivemos em rela&ccedil;&atilde;o ao nosso patrim&ocirc;nio. No entanto, por me conhecerem sabem que acredito e defendo meus princ&iacute;pios &eacute;ticos e morais, se preciso for, com minha vida!</p>
<p>Se ainda tiverem paci&ecirc;ncia leiam esse texto abaixo, para entenderem melhor nossa situa&ccedil;&atilde;o, e d&ecirc;em uma olhadinha nos endere&ccedil;os abaixo. Por n&atilde;o contarmos com dinheiro nem poder para nos fazermos ouvir e mostrar a verdade precisamos de voc&ecirc;s meus amigos para essa tarefa. Por favor mande esse email para todos seus amigos, pois a &uacute;nica arma que podemos contar nesse momento para mostrarmos a verdade &eacute; atrav&eacute;s da solidariedade de voc&ecirc;s. www.angelorigon.blogspot.com;www.factorama.com.br;www.sismmar.blogspot.com</p>
<p>Um beijo a todos. Joelma Resende, Funcion&aacute;ria P&uacute;blica.&rdquo;</p>
<p>Os servidores p&uacute;blicos de Maring&aacute; est&atilde;o paralisados desde o dia 5 de junho e um dos motivos da manuten&ccedil;&atilde;o da greve &eacute; a intransig&ecirc;ncia do Excecutivo municipal que n&atilde;o se abre ao di&aacute;logo, optando pela repress&atilde;o.</p>
<p>Sala das Sess&otilde;es, 4 de julho de 2006</p>
<p>Deputado DR. ROSINHA</p>
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