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	<title>Dr. Rosinha - deputado federal - PT Paraná &#187; DR. ROSINHA</title>
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	<description>Página do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). Notícias diárias do mandato, artigos semanais, agenda de atividades, entre outras informações.</description>
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		<title>O sonho de Amanda</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 19:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Cheguei s&#225;bado passado de uma viagem por Londrina, Maring&#225; e Campo Mour&#227;o. Foi uma verdadeira maratona de reuni&#245;es e debates. S&#243; dois dias de viagem, mas confesso que voltei cansado, alegre e preocupado. O cansa&#231;o &#233; o de menos, ou se descansa em seguida ou acumula o cansa&#231;o, para um dia descansar. &#160; J&#225; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Cheguei s&aacute;bado passado de uma viagem por Londrina, Maring&aacute; e Campo Mour&atilde;o. Foi uma verdadeira maratona de reuni&otilde;es e debates. S&oacute; dois dias de viagem, mas confesso que voltei cansado, alegre e preocupado. O cansa&ccedil;o &eacute; o de menos, ou se descansa em seguida ou acumula o cansa&ccedil;o, para um dia descansar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">J&aacute; escrevi uma vez que, por mais ac&uacute;mulo de cansa&ccedil;o que tenha ou cansado que esteja, n&atilde;o quero, apesar de saber que um dia chega, o descanso eterno. Quando penso em descansar &eacute; me aposentar e fazer o que quero e o que gosto, que &eacute; passear, ler e escrever. Pouco, n&atilde;o? Fazer isto e alguma coisa mais, sem compromisso com ningu&eacute;m, nem comigo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Cansado pelo excesso de atividades em curto espa&ccedil;o de tempo, mas alegre pelos resultados. Me&ccedil;o os resultados de cada reuni&atilde;o ou palestra pelas pessoas, que, ao final, chegam at&eacute; mim para comentar sobre algo que falei ou emitir opini&atilde;o sobre o tema da palestra. Os coment&aacute;rios dessas pessoas, nas atividades desses dois dias, me deram a sensa&ccedil;&atilde;o de que os resultados foram bons.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Entre as atividades desses dias esteve uma palestra sobre Mercosul na Fecilcam (Faculdade Estadual de Ci&ecirc;ncias e Letras de Campo Mour&atilde;o). Participaram da palestra alunos do curso de economia da faculdade e alguns alunos de n&iacute;vel m&eacute;dio do Col&eacute;gio Estadual de Campo Mour&atilde;o. A preocupa&ccedil;&atilde;o surgiu ao ver e conversar com esses alunos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Chamou-me a aten&ccedil;&atilde;o a humildade dos meninos e das meninas, todos adolescentes, deste col&eacute;gio. Todos de linguagem e roupas simples. Nada de roupa de grife ou marca famosa. E me chamaram tanta a aten&ccedil;&atilde;o que me emocionei. Emocionei-me por eles e por mim. E, na emo&ccedil;&atilde;o, me enchi de perguntas: Quem s&atilde;o eles?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Comparo-os comigo, vi meu passado e me perguntei: quem era eu? Olho para o futuro invis&iacute;vel e pergunto: quem ser&atilde;o eles? Perguntas e mais perguntas foram tomando conta de mim. Como ao perguntar para o futuro n&atilde;o se tem resposta, comecei a pensar em sonhos. Com o que cada um deles e delas sonha? Sonham ser m&eacute;dicos e m&eacute;dicas? Arquitetos e arquitetas? Professores ou professoras?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">De uma coisa tenho certeza: nenhuma das meninas sonha com uma gravidez precoce, mas &eacute; um risco presente na vida delas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Um dos meninos trabalha o dia todo na ro&ccedil;a e, &agrave; noite, vai para o col&eacute;gio na cidade. Pensei no meu passado e me vi nesse menino, pois j&aacute; fiz isso. Mas ser&aacute; que ele conseguir&aacute; sair da ro&ccedil;a, como um dia sa&iacute;, e ser doutor?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">N&atilde;o perguntei seus sonhos e tampouco se sonha. Mas, se sonha, o que sonha? Completar&aacute; seu sonho? Vi-me nele. Sonhei por ele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Alguns e algumas desses adolescentes sacaram de seus celulares e tiraram foto comigo. N&atilde;o as tenho e nem sei se um dia as terei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">No dia seguinte apagar&atilde;o essas fotos? O ir&atilde;o guardar as imagens? Ser&aacute; que um dia olhar&atilde;o para elas e, olhando, que lembran&ccedil;as ter&atilde;o deste dia?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Todos ouviram minha palestra em sil&ecirc;ncio. Terminada a palestra, v&aacute;rias perguntas foram feitas, e uma das perguntas foi feita por uma das meninas do col&eacute;gio. Seu nome (fict&iacute;cio, pois n&atilde;o pedi autoriza&ccedil;&atilde;o para cit&aacute;-la), Amanda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Amanda &eacute; uma das humildes meninas do col&eacute;gio. Foi uma das garotas que tirou foto comigo e, no momento da foto, sem me conhecer, talvez por costume, inclinou a cabe&ccedil;a sobre o meu ombro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Amanda falou-me um pouco de sua vida: tem 17 anos e trabalha como auxiliar administrativa num hospital de Campo Mour&atilde;o. Levanta &agrave;s seis da manh&atilde; para ir trabalhar. Trabalha o dia inteiro e, do servi&ccedil;o, vai direto para a aula.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Sai da aula e chega em casa j&aacute; pr&oacute;ximo da meia-noite. N&atilde;o perguntei quanto recebe para, ainda t&atilde;o nova, levar esta vida dif&iacute;cil. Ser&aacute; digno o seu sal&aacute;rio?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Tem dificuldade de dic&ccedil;&atilde;o e me disse querer ser m&eacute;dica. Ao final da palestra, veio me dizer que gostou muito do que falei e que tinha entendido tudo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Fiquei feliz por ela e por mim. Por mim, por me fazer entender. Por ela, por ter acumulado mais algumas informa&ccedil;&otilde;es.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Quando foram embora, pedi ao seu professor para procurar a institui&ccedil;&atilde;o em que ela trabalha para ver se h&aacute; algum fonoaudi&oacute;logo ou fonoaudi&oacute;loga que possa atend&ecirc;-la, claro, sem remunera&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; ">Qual ser&aacute; o futuro de cada um desses meninos e meninas? Seus sonhos se concretizar&atilde;o? &Eacute; necess&aacute;rio que as universidades e faculdades tenham cotas para os oriundos das escolas p&uacute;blicas. As Amandas precisam realizar seus sonhos.</span></p>
<p><br style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); " /><br />
	&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><b>Dr. Rosinha,</b>&nbsp;m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</span></p>
<img src="http://drrosinha.com.br/?ak_action=api_record_view&id=8406&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Cotas: A elite é contra</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 19:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Formei-me m&#233;dico na Universidade Cat&#243;lica do Paran&#225; (UCP), hoje Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica (PUC), em 1976. &#160; O curso de medicina tinha e tem a dura&#231;&#227;o de seis anos. Portanto, quando entrei na faculdade, em 1971, formaram-se, no final do ano, os que entraram em 1966. &#160; O pessoal que entrou na faculdade quando me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Formei-me m&eacute;dico na Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute; (UCP), hoje Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica (PUC), em 1976.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>O curso de medicina tinha e tem a dura&ccedil;&atilde;o de seis anos. Portanto, quando entrei na faculdade, em 1971, formaram-se, no final do ano, os que entraram em 1966.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>O pessoal que entrou na faculdade quando me formei (1976) recebeu o diploma de m&eacute;dico em 1981. Durante este per&iacute;odo (1966-1981), as turmas eram formadas por cerca de 60 estudantes, um n&uacute;mero baixo, o que permitia que boa parte se conhecesse.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Quando n&atilde;o se conhecia, pelo menos nos v&iacute;amos nos intervalos, nos corredores da faculdade ou dos hospitais onde faz&iacute;amos est&aacute;gios. Certo que a UCP era privada, mas ao longo destes anos (1966-1981) conheci ou vi pelos corredores da faculdade somente um estudante negro de medicina.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Durante o meu tempo de estudante de medicina (1971-1976), em Curitiba havia tr&ecirc;s faculdades de medicina &#8211;numa cidade menor, provavelmente bem menos da metade, do que &eacute; hoje.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Some-se a isso que boa parte dos estudantes frequentavam os mesmos espa&ccedil;os p&uacute;blicos e privados. Nesta cidade menor, frequentando quase que os mesmos lugares, n&atilde;o me recordo de ter visto ou ter sabido de outro estudante de medicina negro que n&atilde;o o que passou pela UCP.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Os negros tamb&eacute;m queriam e querem estudar medicina, engenharia, arquitetura, ou qualquer outro curso de n&iacute;vel superior, mas sempre foram impossibilitados econ&ocirc;mica e socialmente.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Historicamente os negros eram e continuam sendo v&iacute;timas de pol&iacute;ticas de discrimina&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o, movidas pela sociedade e pelo Estado brasileiro. Foi neste contexto que algumas universidades criaram as cotas. Acionado, o Supremo Tribunal Federal analisou a quest&atilde;o e decidiu, por unanimidade, que elas s&atilde;o constitucionais.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Desde quando colocada em pr&aacute;tica por algumas universidades (atualmente 42,3% das universidades federais do pa&iacute;s t&ecirc;m cotas para negros e &iacute;ndios), a cota &eacute;tnico-racial vem gerando pol&ecirc;mica entre professores, militantes dos movimentos sociais, principalmente do movimento negro, parlamentares, estudantes, advogados, etc.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Os contr&aacute;rios &agrave;s cotas sempre olharam a quest&atilde;o com um vi&eacute;s ideol&oacute;gico, negando a hist&oacute;ria de opress&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o de determinados grupos &eacute;tnicos. Felizmente, ao reconhecer o direito de se estabelecer cotas, o&nbsp; STF reconhece a hist&oacute;ria.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>O voto do ministro Ayres Britto deixa isto claro: &ldquo;O Brasil tem mais um motivo para se olhar no espelho da hist&oacute;ria e n&atilde;o corar de vergonha&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>A decis&atilde;o do STF de reconhecer cotas n&atilde;o enterra as ideologias contr&aacute;rias e nem os preconceitos, mas encerra a pol&ecirc;mica sobre a constitucionalidade e a necessidade de se ter lei espec&iacute;fica para cri&aacute;-las.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>A partir da decis&atilde;o do STF, pode o Conselho Universit&aacute;rio, dentro da autonomia da universidade, estabelecer as cotas que podem ser raciais (para negros, pardos e &iacute;ndios) e sociais (para oriundos de escolas p&uacute;blicas e pessoas com defici&ecirc;ncia).</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Os ideologicamente contr&aacute;rios as cotas j&aacute; encontraram seu porta-voz e n&atilde;o poderia ser outro, que n&atilde;o o jornal &ldquo;Folha de S.Paulo&rdquo;, que, no seu editorial &ldquo;Cotas raciais, um erro&rdquo;, de 27 de abril, afirma que a decis&atilde;o &eacute; &ldquo;equivocada&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Para o jornal, a decis&atilde;o do STF pode &ldquo;fazer sentido em pa&iacute;ses onde n&atilde;o houve miscigena&ccedil;&atilde;o e as etnias se mant&ecirc;m segregadas&rdquo;, mas no caso do Brasil &ldquo;&eacute; duvidosa, quando n&atilde;o impratic&aacute;vel&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Usa a miscigena&ccedil;&atilde;o para negar a hist&oacute;ria de opress&atilde;o e exclus&atilde;o de negros, &iacute;ndios e pobres. Digo pobres porque, ao reconhecer as cotas, as mesmas podem ser para alunos oriundos das escolas p&uacute;blicas.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Joaquim Barbosa, &uacute;nico ministro negro do STF, em seu voto reconhece a import&acirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es afirmativas para se conseguir &ldquo;harmonia e paz social&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Diz ele que &ldquo;essas medidas visam a combater n&atilde;o somente manifesta&ccedil;&otilde;es flagrantes de discrimina&ccedil;&atilde;o, mas a discrimina&ccedil;&atilde;o de fato, que &eacute; a absolutamente enraizada na sociedade e, de t&atilde;o enraizada, as pessoas n&atilde;o a percebem&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>O editorial da Folha, que fala em nome de uma empresa, provavelmente n&atilde;o est&aacute; entre aqueles que n&atilde;o percebem o preconceito enraizado na sociedade, mas entre os que ideologicamente s&atilde;o contr&aacute;rios &agrave;s cotas, por isso preconceituosos.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Para muitos, infelizmente, o ideal seria manter a realidade do meu tempo: negros longe das universidades.</font></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); ">&nbsp;</span><br style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); " /><br />
	&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><b>Dr. Rosinha,</b>&nbsp;m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</span></p>
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		<title>Encontro com (Gabo) Miguel</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 19:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Na semana passada, mais precisamente na sexta-feira (20), estava no aeroporto de S&#227;o Jos&#233; dos Pinhais para viajar para Cascavel quando encontrei o Miguel Sanches Neto. Para quem n&#227;o sabe, Miguel &#233; um dos melhores escritores paranaenses. &#160; Com certa intimidade, nos cumprimentamos e, com respeito e admira&#231;&#227;o que tenho por ele e sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Na semana passada, mais precisamente na sexta-feira (20), estava no aeroporto de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais para viajar para Cascavel quando encontrei o Miguel Sanches Neto. Para quem n&atilde;o sabe, Miguel &eacute; um dos melhores escritores paranaenses.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Com certa intimidade, nos cumprimentamos e, com respeito e admira&ccedil;&atilde;o que tenho por ele e sua obra, o abracei, no que fui correspondido. De imediato, dentro do pouco tempo que t&iacute;nhamos, nos colocamos a conversar. Uma das primeiras coisas que lhe disse &eacute; que tenho lido o que escreve, e que gosto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Ali&aacute;s, poderia ter dito mais coisas, mas n&atilde;o disse, como, por exemplo, que tenho cada vez mais gostado de seus escritos e o admirado como escritor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Ele, por educa&ccedil;&atilde;o, disse que tamb&eacute;m tem lido alguns dos meus textos, e que tamb&eacute;m gosta. Tenho a certeza de que ele falou isso por educa&ccedil;&atilde;o e s&oacute; para me agradar. Quase disse a ele: &ldquo;N&atilde;o minta, Miguel&rdquo;. N&atilde;o falei porque poderia ofend&ecirc;-lo e seria falta de educa&ccedil;&atilde;o de minha parte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Mas tamb&eacute;m, sendo muito sincero, gostei de ter ouvido isto. Ouvir isto me fez bem para o ego. Mas, no fundo, no fundo, sei que falou para me agradar, meio que assim para me estimular. Meio que do tipo, continue escrevendo que quem sabe algum dia consiga escrever algo bom. Teria eu condi&ccedil;&otilde;es de algum dia escrever algo bom?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Eu estava embarcando para Cascavel e o Miguel, para Bogot&aacute;, onde participaria da 25&ordf; Feira Internacional do Livro. Eu, para fazer o que mais tenho feito nos &uacute;ltimos anos da minha vida: participar de reuni&otilde;es pol&iacute;ticas, muitas delas chat&iacute;ssimas e que n&atilde;o levam a lugar nenhum.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">J&aacute; o Miguel, eu o invejei, viajava para fazer algo que gosto e me d&aacute; prazer: participar de feira de livros, debater literatura, ver livros, andar despretensiosamente entre estantes e, se tiver algum trocado, comprar livros. Ele deve gostar muito disto, ou ser&aacute; que tamb&eacute;m acha estas reuni&otilde;es chat&iacute;ssimas?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Gosto de comprar livros e creio que ele tamb&eacute;m, mas, como eu, n&atilde;o deve comprar muito, pois sempre falta dinheiro para comprar todos os livros que se deseja. &Agrave;s vezes, compro sem saber se algum dia vou l&ecirc;-los, pois creio que j&aacute; tenho livros para ler at&eacute;, mais ou menos, os 100 anos de idade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Miguel me informa que &eacute; a primeira vez que vai a Bogot&aacute;. Informo-lhe que j&aacute; estive l&aacute; uma vez, h&aacute; muito tempo atr&aacute;s, e que era um per&iacute;odo de muita viol&ecirc;ncia e, consequentemente, de muita vigil&acirc;ncia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Contei-lhe que sa&iacute; num final de dia, antes do escurecer, para caminhar pela cidade, e que assim que a noite chegou, voltei rapidamente para o hotel. Na entrada fui parado por homens, creio que do ex&eacute;rcito, armados at&eacute; os dentes. Pararam-me e pediram os documentos. Mesmo tendo mostrado um passaporte diplom&aacute;tico, fui revistado de cima a baixo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Imaginava eu que os tempos tinham mudado, mas parece que n&atilde;o. Pelo twitter, o Miguel informa que a vigil&acirc;ncia continua intensiva na Col&ocirc;mbia. Dois recados dele demonstram isso: &ldquo;Muita vigil&acirc;ncia privada: homens armados com cachorros. Dizem que os c&atilde;es farejam bombas&rdquo;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">Este &eacute; um dos males da Col&ocirc;mbia, a vigil&acirc;ncia privada, que, quando estive l&aacute;, era ostensiva nas ruas. O segundo recado, certo que abusou da sorte, Miguel informa que caminhou &ldquo;de madrugada uma hora e 15 minutos. No parque, policiais com metralhadoras&rdquo;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">A 25&ordf; Feira Internacional do Livro tem o Brasil como convidado de honra. Para l&aacute; foram quase 50 escritores, poetas e dramaturgos do Brasil, entre eles dois paranaenses, Miguel Sanches Neto e Cristov&atilde;o Tezza. Tezza &eacute; catarinense de nascimento e paranaense, mesmo que ele n&atilde;o queira, pelo nosso cora&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">No aeroporto, despedimo-nos e sa&iacute;mos um para cada lado, rumo &agrave; sala de embarque. Desejo-lhe boa viagem e que consiga sentar-se num caf&eacute; com Gabriel Garc&iacute;a M&aacute;rquez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; "><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; ">N&atilde;o sei se ele conseguir&aacute; tomar esse caf&eacute; com Gabo, mas uma coisa ele diz, tamb&eacute;m atrav&eacute;s do twitter, ter compreendido em Bogot&aacute;: diz que, observando as pessoas, entendeu uma passagem de Cem Anos de Solid&atilde;o, do Gabo, e que, por &eacute;tica, n&atilde;o pode&nbsp; falar. Espero a volta para voc&ecirc; nos contar atrav&eacute;s de uma de suas cr&ocirc;nicas.</span></p>
<p><br style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); " /><br />
	&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><b>Dr. Rosinha,</b>&nbsp;m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</span></p>
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		<title>Não negligenciam o lucro</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 19:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#201; prov&#225;vel que algu&#233;m possa estar lendo este artigo no momento em que eu esteja falando na confer&#234;ncia internacional &#8220;Universidades P&#250;blicas como atores para o desenvolvimento social e econ&#244;mico: Prioridades em pesquisa, pol&#237;ticas e pr&#225;ticas em propriedade intelectual, doen&#231;as negligenciadas e acesso a medicamentos&#8221;. &#160; O convite para participar deste importante evento, que ocorrendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&Eacute; prov&aacute;vel que algu&eacute;m possa estar lendo este artigo no momento em que eu esteja falando na confer&ecirc;ncia internacional &ldquo;Universidades P&uacute;blicas como atores para o desenvolvimento social e econ&ocirc;mico: Prioridades em pesquisa, pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas em propriedade intelectual, doen&ccedil;as negligenciadas e acesso a medicamentos&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>O convite para participar deste importante evento, que ocorrendo nesta ter&ccedil;a-feira (17) na Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP, me foi feito pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanit&aacute;rio e pelas&nbsp;<span lang="PT">Universidades Aliadas para Medicamentos Essenciais</span>.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Participar desta confer&ecirc;ncia significa, para mim, aprender mais do que contribuir, pois do extenso t&iacute;tulo da mesma me cabe abordar&nbsp; algo mais modesto, sobre o &ldquo;Cen&aacute;rio pol&iacute;tico e legislativo brasileiro&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Sabe-se que os parlamentos, no mundo todo, podem ter import&acirc;ncia nas defini&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, inclusive as aludidas nesta confer&ecirc;ncia. Mas o nosso parlamento n&atilde;o faz esse debate, ou o faz de maneira pobre. Portanto, pouco tenho a falar ou a escrever sobre o que me foi proposto. Mas, como quero aprender, aceitei o convite.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>O que s&atilde;o doen&ccedil;as negligenciadas? S&atilde;o aquelas que, apesar de acometer, em alguns casos, milh&otilde;es de pessoas no mundo, n&atilde;o s&atilde;o atrativas em termos econ&ocirc;micos para os laborat&oacute;rios fabricantes de medicamentos.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Na sua maioria, s&atilde;o doen&ccedil;as tropicais infecciosas, que afetam principalmente pessoas pobres, que vivem em pa&iacute;ses ou regi&otilde;es pobres. Por n&atilde;o dar lucro, os laborat&oacute;rios fabricantes de medicamentos n&atilde;o investem em pesquisas, por isso as drogas usadas para tratamento s&atilde;o antigas e, muitas vezes, inadequadas ou ineficazes.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Tamb&eacute;m podem ser consideradas doen&ccedil;as negligenciadas quando o interesse &eacute; insuficiente ou n&atilde;o h&aacute; interesse do governo em lutar contra esse tipo de doen&ccedil;a. Exemplo de doen&ccedil;as consideradas negligenciadas: mal&aacute;ria, doen&ccedil;a de Chagas, leishmaniose e doen&ccedil;a do sono.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Pelo menos um bilh&atilde;o de pessoas &#8211;um sexto da popula&ccedil;&atilde;o mundial&#8211; sofrem de uma ou mais doen&ccedil;as, principalmente tropicais, negligenciadas e, entre elas, a mais importante &eacute; a mal&aacute;ria.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>A mal&aacute;ria &eacute; respons&aacute;vel por mais de 1,5 milh&atilde;o&nbsp;&nbsp;de mortes. H&aacute; entre 350 a 500 milh&otilde;es de novos casos por ano. Quase 3 mil crian&ccedil;as morrem por dia de mal&aacute;ria na &Aacute;frica. Trata-se da principal causa, no mundo, de morbidade e mortalidade causada por um parasita. No Brasil, s&atilde;o cerca de 300 mil casos por ano.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>A doen&ccedil;a de Chagas, end&ecirc;mica na Am&eacute;rica Latina,&nbsp; tem cerca de 8 milh&otilde;es de casos, com mais de 14 mil mortes. Esta doen&ccedil;a, como as demais, tem alto impacto social e econ&ocirc;mico.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>A Leishmaniose infecta cerca de 12 milh&otilde;es de pessoas em 88 pa&iacute;ses, incluindo o Brasil, causando mais de 50 mil mortes anuais.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Por ora limitado ao territ&oacute;rio africano, h&aacute; ainda a doen&ccedil;a do sono, end&ecirc;mica em 36 pa&iacute;ses e que atinge de 50 a 70 mil pessoas, com mais de 50 mil mortes por ano.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>A ONG M&eacute;dicos Sem fronteira (MSF) fez uma pesquisa no primeiro semestre de 2001 abrangendo as 20 empresas farmac&ecirc;uticas de maior faturamento bruto em todo o mundo. A pesquisa indicou que o investimento em pesquisa do setor privado neste campo era m&iacute;nimo e que, nos &uacute;ltimos cinco anos, nenhuma das empresas pesquisadas lan&ccedil;ou no mercado alguma droga para qualquer das doen&ccedil;as negligenciadas inclu&iacute;das no estudo.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>As doen&ccedil;as infecciosas tropicais constituem um exemplo de doen&ccedil;as negligenciadas. Do total de 1.393 novas drogas aprovadas entre 1975 e 1999, apenas 1% (13 drogas) eram especificamente indicadas para doen&ccedil;as tropicais.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Ainda segundo a ONG, &ldquo;ao longo dos &uacute;ltimos 25 anos apenas 15 novas drogas foram indicadas para doen&ccedil;as tropicais e tuberculose. Essas doen&ccedil;as afetam primordialmente as popula&ccedil;&otilde;es pobres e respondem por 12% da carga global de doen&ccedil;as. Em compara&ccedil;&atilde;o, 179 novas drogas foram desenvolvidas para doen&ccedil;as cardiovasculares, que representam 1% da carga total de doen&ccedil;as&rdquo;.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>&nbsp;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: justify; font-family: verdana, sans-serif; "><font>Gasta-se mais em pesquisa em impot&ecirc;ncia sexual, calv&iacute;cie e obesidade do que em doen&ccedil;as negligenciadas. S&atilde;o doentes esquecidos pelos governos e doen&ccedil;as ignoradas pelos fabricantes de rem&eacute;dios. Os donos e s&oacute;cios de laborat&oacute;rios negligenciam a vida. N&atilde;o negligenciam o lucro.</font></p>
<p><br style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); " /><br />
	&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><font><b><br />
	</b></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "><span style="font-size: 10pt; "><b>Dr. Rosinha,</b>&nbsp;m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</span></p>
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		<title>A caça do gay</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/a-caca-do-gay/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 13:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[Li o artigo &#8220;La caza del gay&#8221; e n&#227;o posso me conter, sou obrigado a divulg&#225;-lo. &#160; O escritor Mario Vargas Llosa, preocupado com os direitos humanos e a defesa da vida, escreveu no &#250;ltimo dia 8 de abril, no &#8220;El Pa&#237;s&#8221; (Espanha), um texto contra o preconceito e a impunidade. &#8220;La caza del gay&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font>Li o artigo &ldquo;La caza del gay&rdquo; e n&atilde;o posso me conter, sou obrigado a divulg&aacute;-lo.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>O escritor Mario Vargas Llosa, preocupado com os direitos humanos e a defesa da vida, escreveu no &uacute;ltimo dia 8 de abril, no &ldquo;El Pa&iacute;s&rdquo; (Espanha), um texto contra o preconceito e a impunidade. &ldquo;La caza del gay&rdquo; &eacute; um grito que Llosa d&aacute;, denunciando o assassinato de homossexuais na Am&eacute;rica Latina.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Conta ele que, na <span>noite de tr&ecirc;s de mar&ccedil;o passado, <i>&ldquo;quatro &#39;neonazistas&#39; chilenos, liderados por um sujeito de apelido Pato Core, encontram deitado pr&oacute;ximo ao Parque Borja, de Santiago, um jovem de nome Daniel Zamudio, ativista homossexual de 24 anos, que trabalhava como vendedor em uma loja de roupas. Durante seis horas, enquanto bebiam e se divertiam, dedicaram a dar socos e pontap&eacute;s em Daniel, a apedrej&aacute;-lo e a desenhar-lhe, com cacos de vidro, su&aacute;sticas no peito e nas costas</i></span>.&rdquo;</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Ao amanhecer, Daniel foi levado para o hospital, onde veio a falecer ap&oacute;s agonizar por 25 dias.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Este &eacute; mais um crime homof&oacute;bico. Homofobia esta que, pela discrimina&ccedil;&atilde;o e &oacute;dio aos homossexuais, tem se multiplicado em toda a Am&eacute;rica Latina.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Informa Vargas Llosa que Sebasti&aacute;n Pi&ntilde;era, presidente do Chile, al&eacute;m de reclamar uma puni&ccedil;&atilde;o exemplar aos criminosos, pediu ao parlamento para que aprove com urg&ecirc;ncia um projeto de lei que vegeta h&aacute; sete anos no legislativo chileno. Est&aacute; parado nas comiss&otilde;es por &ldquo;<i>temor de certos legisladores conservadores de que, aprovada esta lei, abrir&aacute; o caminho para o matrimonio homossexual&rdquo;.</i></font></div>
<div><font><i>&nbsp;</i></font></div>
<div><font>No Brasil tamb&eacute;m h&aacute; um projeto de lei que condena a homofobia, e que tramita no Congresso Nacional h&aacute; mais de 10 anos. No momento, pela mesma raz&atilde;o chilena, est&aacute; parado no Senado da Rep&uacute;blica. Enquanto isto, homossexuais s&atilde;o diariamente assassinados e agredidos, f&iacute;sica e psicologicamente, em todo o pa&iacute;s.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>E, sobre estes crimes, os &ldquo;homens (parlamentares) de boa f&eacute;&rdquo;, que se op&otilde;em &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do projeto, se calam. Qualquer semelhan&ccedil;a entre Brasil e Chile, neste caso, n&atilde;o &eacute; mera coincid&ecirc;ncia.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font><i>&ldquo;<span>O mais f&aacute;cil e o mais hip&oacute;crita &eacute; atribuir a morte de Daniel Zamudio s&oacute; aos pobres diabos que se autodenominam neonazistas sem saberem sequer o que foi o nazismo</span>. Esses tipos de crimes <span>s&atilde;o frutos da repelente cultura de antiga tradi&ccedil;&atilde;o que apresenta o gay e a l&eacute;sbica como enfermos ou depravados que devem ser mantidos a dist&acirc;ncia dos seres normais porque corrompem o corpo social e induzem o pecado e a desintegra&ccedil;&atilde;o moral e f&iacute;sica</span>.&quot;<br />
	</i></font></div>
<div><font><i>&nbsp;</i></font></div>
<div><font><i>&quot;A ideia contra os homossexuais e o homossexualismo &eacute; instalada,&nbsp;ou melhor, &eacute; <span>ensinada na escola, &eacute; alimentada no seio das fam&iacute;lias, se predica nos p&uacute;lpitos, se difundem nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, aparece nos discursos dos pol&iacute;ticos, nos programas de r&aacute;dio e televis&atilde;o e nas com&eacute;dias teatrais, onde os gays e l&eacute;sbicas s&atilde;o sempre personagens grotescos, an&ocirc;malos, rid&iacute;culos e perigosos, merecedores do desprezo e de recha&ccedil;o dos seres decentes, normais e corretos</span>.&rdquo;</i></font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Llosa acerta no diagn&oacute;stico: a homofobia come&ccedil;a dentro de casa, no seio sagrado da fam&iacute;lia, &eacute; ensinada nas escolas e alimentada dentro de grande parte das igrejas.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Aparece semanalmente nos discurso e pr&aacute;tica de muitos pol&iacute;ticos, por isso n&atilde;o se aprova o projeto que criminaliza a homofobia, nem tampouco se permite a execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de combate &agrave; homofobia.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Sem d&uacute;vida, este e outros s&atilde;o casos atrozes, mas &ldquo;<i>seguramente o mais terr&iacute;vel de ser l&eacute;sbica, gay ou transexual </i>nesses pa&iacute;ses &eacute; a <i>condena&ccedil;&atilde;o cotidiana, a inseguran&ccedil;a, medo, a consci&ecirc;ncia permanente de ser considerado (e chegar a sentir-se) um r&eacute;probo, um anormal, um monstro</i>.&quot;</font></div>
<div><font><br />
	</font></div>
<div><font>&ldquo;Quantos jovens atormentados por esta censura social de que s&atilde;o vitimas os homossexuais s&atilde;o empurrados ao suic&iacute;dio ou a padecer de traumas que arruinaram suas vidas?&rdquo;, pergunta Llosa. Com certeza, milhares no mundo.</font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font>Caro leitor ou cara leitora, as frases entre aspas e em <i>it&aacute;lico </i>foram traduzidas por mim, mas, pela import&acirc;ncia da pr&oacute;xima e por medo de distorc&ecirc;-la, reproduzo-a em castelhano.<a name="13697cc52c0f6446_136940d5dfc78535_sumario_2"></a></font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font><i>&ldquo;Ante la homofobia, las ideolog&iacute;as pol&iacute;ticas se funden en un solo ente de prejuicio y estupidez. Porque, en lo que se refiere a la homofobia, la izquierda y la derecha se confunden como una sola entidad devastada por el prejuicio y la estupidez.&rdquo;</i></font></div>
<div><font>&nbsp;</font></div>
<div><font size="2" style="font-family:verdana,sans-serif"><span style="line-height:115%">Pois bem, enquanto predominarem a estupidez e a hipocrisia entre a maioria dos &ldquo;homens de boa f&eacute;&rdquo;, homossexuais continuar&atilde;o sendo assassinados.</span> </font></p>
<p>	&nbsp;</p></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b>Dr. Rosinha,</b> m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</font></span></div>
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		<title>A Laika, os astronautas e a guerra</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/a-laika-os-astronautas-e-a-guerra/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 13:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro at&#233; hoje o dia em que o homem chegou &#224; lua. Creio que a maioria das pessoas que viram, leram ou ouviram o notici&#225;rio na &#233;poca tamb&#233;m devem lembrar. &#160; Tinha eu na ocasi&#227;o 18 anos de idade, e fazia cinco meses que morava em Curitiba. Tinha poucos amigos. Creio que n&#227;o passavam de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Lembro at&eacute; hoje o dia em que o homem chegou &agrave; lua. Creio que a maioria das pessoas que viram, leram ou ouviram o notici&aacute;rio na &eacute;poca tamb&eacute;m devem lembrar.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Tinha eu na ocasi&atilde;o 18 anos de idade, e fazia cinco meses que morava em Curitiba. Tinha poucos amigos. Creio que n&atilde;o passavam de meia d&uacute;zia. Morava, com dois deles, numa pens&atilde;o na Rua Riachuelo. Na &eacute;poca e mesmo atualmente, uma rua sem boa fama.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Era um per&iacute;odo da vida de muitas dificuldades. Dureza total. N&atilde;o tinha dinheiro para cinema, festa e teatro. Ali&aacute;s, n&atilde;o conhecia teatro, nunca tinha ido a um. N&atilde;o tinha dinheiro nem para comprar roupa nova. &Agrave;s vezes, sequer tinha dinheiro para a comida.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Qualquer tipo de luxo, como, por exemplo, ter televis&atilde;o, nem pensar. Lembro-me do dia em que a Apollo 11 chegou &agrave; lua, mas n&atilde;o vi na TV. N&atilde;o vi, mas desde aquela &eacute;poca acredito que o homem chegou l&aacute;. Afirmo isso porque h&aacute; aqueles que at&eacute; hoje juram que teria se tratado de uma grande fraude.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Naquele dia, 20 de julho de 1969, portanto h&aacute; mais de 40 anos atr&aacute;s, sa&iacute;mos eu e mais dois ou tr&ecirc;s amigos caminhando pela Rua Riachuelo, rumo &agrave; Casa do Estudante Universit&aacute;rio, para jantar.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Paramos perto do Passeio P&uacute;blico e ficamos olhando para a lua, que naquele fim de tarde, in&iacute;cio de noite, aparecia no c&eacute;u. A lua estava no c&eacute;u como um arco, inclinada, parecia uma gangorra. Um dos amigos, hoje tamb&eacute;m m&eacute;dico, um tremendo gozador, olhou para a lua e apontou com o dedo: &ldquo;Olha, os astronautas est&atilde;o brincando, um em cada ponta da lua brincando de gangorra&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Paramos, e alguns de n&oacute;s jur&aacute;vamos que est&aacute;vamos vendo. V&aacute;rias pessoas pararam e olharam para o c&eacute;u. L&oacute;gico que ningu&eacute;m via nada. Sa&iacute;mos andando r&aacute;pido e rindo.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Esta era a vida de estudante pobre. Sem dinheiro, nos divert&iacute;amos com pouca coisa. Coisas que nos mantinham vivos numa cidade cheia de novidades e de dificuldades. Vivos, esperando algum dia ser algu&eacute;m, uma vez que na capital chegamos sendo ningu&eacute;m.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Apesar de n&oacute;s, e muita gente na &eacute;poca tamb&eacute;m, n&atilde;o termos TV, a </span></span></span><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">chegada do homem &agrave; Lua foi acompanhada em transmiss&atilde;o direta por mais de 600 milh&otilde;es de pessoas.</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O caro leitor ou cara leitora n&atilde;o deve estar entendendo nada e se perguntando por que estou escrevendo sobre isso. Como quase todos os dias, neste domingo passado, tamb&eacute;m sa&iacute; para caminhar e, durante a caminhada, ou&ccedil;o um mulher chamar sua cadela: &ldquo;Laika&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Imediatamente me veio &agrave; mente a pobre da Laika, aquela cadela russa que, em 1957, com tr&ecirc;s anos de idade, foi mandada para o espa&ccedil;o. N&atilde;o lembro como foi, porque na &eacute;poca eu tinha de seis para sete anos de idade.</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O nome Laika ficou na mem&oacute;ria pelos coment&aacute;rios que ouvia dos adultos. A not&iacute;cia era ouvida pelo r&aacute;dio e cada um, com a informa&ccedil;&atilde;o que tinha, entendia do seu jeito. Por muito tempo, at&eacute; compreender o fato, me perguntava o que tinha acontecido com a Laika. Apesar de n&atilde;o saber escrever, todos sabiam pronunciar o nome da cadela.</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span lang="PT" style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Laika foi para o espa&ccedil;o a bordo da Sputinik II em 3 </span></span></span><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">de novembro </span></span></span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1957" target="_blank" title="1957"><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:windowtext;text-decoration:none">1957</span></span></span></a><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">. Desde essa &eacute;poca, criei uma ideia simp&aacute;tica sobre a cadela: alta, bonita, pelos longos e sedosos, olhos brilhantes, alegre (sempre abanando o rabo) e saltitante. A que vi hoje era mi&uacute;da, para mim, feia.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Muitos anos depois, j&aacute; adulto, vim saber que Laika era uma Husky Siberiana. Acho que, na imagina&ccedil;&atilde;o, errei somente no tamanho do pelo: imaginava-os longos, coisa que o Husky n&atilde;o tem.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Nunca me interessei pelo destino da Laika, mas hoje, ao escrever este texto, fiquei sabendo que Laika morreu entre cinco e sete horas depois do lan&ccedil;amento. Hoje, ela &eacute; uma esp&eacute;cie de Dom Sebasti&atilde;o, h&aacute; os que esperam sua volta.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Durante a guerra fria, R&uacute;ssia e Estados Unidos disputavam o planeta Terra. Nessa disputa, a R&uacute;ssia colocou a Laika e, depois, Yuri Gagarin (12/4/1961) em &oacute;rbita. Os Estado Unidos lan&ccedil;aram Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua (20/7/1969). Antes de Armstrong, por&eacute;m, os EUA tamb&eacute;m colocaram alguns animais em &oacute;rbita.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Bem, a guerra fria acabou em 1991, e a impress&atilde;o que tenho &eacute; que desta guerra o que ficou na mem&oacute;ria do povo foi a Laika. Ela ganhou cora&ccedil;&otilde;es e mentes. Tem o nome perpetuado em outras cadelas, selos, can&ccedil;&otilde;es, poesias, esculturas, fotos, etc.</span></span></span></div>
<div>
<p>	&nbsp;</p></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b>Dr. Rosinha,</b> m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</font></span></div>
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		<title>Não teve graça</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 13:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[Carta Capital, diga-se de passagem a melhor revista semanal do Brasil, traz na edi&#231;&#227;o de n&#250;mero 689, do &#250;ltimo dia 21 de mar&#231;o, uma pequena nota com o t&#237;tulo &#8220;N&#227;o teve gra&#231;a&#8221;. N&#227;o s&#243; a reproduzo, mas tamb&#233;m roubo o t&#237;tulo da mesma para nominar este artigo. &#160; &#8220;A patrulha antipoliticamente correta achou que era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Carta Capital, diga-se de passagem a melhor revista semanal do Brasil, traz na edi&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero 689, do &uacute;ltimo dia 21 de mar&ccedil;o, uma pequena nota com o t&iacute;tulo &ldquo;N&atilde;o teve gra&ccedil;a&rdquo;. N&atilde;o s&oacute; a reproduzo, mas tamb&eacute;m roubo o t&iacute;tulo da mesma para nominar este artigo.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&ldquo;<i>A patrulha antipoliticamente correta achou que era boa ideia: antes do show de com&eacute;dia, o cliente se comprometia a n&atilde;o se ofender com as piadas sobre negros, mulheres, gays e deficientes.</i></span></span></span></div>
<div><span><span><i><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Faltou combinar com a banda. Ao ser chamado de macaco em pleno palco, o tecladista Raphael Lopes saiu do local e chamou a pol&iacute;cia. A confus&atilde;o marcou a primeira noite de humor Proibid&atilde;o, no Kitsch Club, em S&atilde;o Paulo.</span></i></span></span></div>
<div><span><span><i><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">A ofensa aconteceu quando o comediante Felipe Hamachi fez uma piada na qual relacionava a Aids com o sexo entre humanos e macacos e olhou para Raphael, que &eacute; negro.&rdquo;</span></i></span></span></div>
<div><span><span><i><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></i></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Ao olhar para Raphael, ofendeu-o diretamente. Mas, mesmo que n&atilde;o tivesse olhado para o tecladista, estava ofendendo-o e ofendendo tamb&eacute;m os homens e mulheres minimamente inteligentes.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Isto n&atilde;o teve gra&ccedil;a e tantas outras piadas, a&ccedil;&otilde;es, atos e gestos preconceituosos realizados cotidianamente tampouco tiveram ou t&ecirc;m gra&ccedil;a.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Como pode algu&eacute;m, como que se prevenindo de poss&iacute;veis crimes por preconceitos, pedir ao cliente que &ldquo;n&atilde;o se ofenda&rdquo; <i>com as piadas sobre negros, mulheres, gays e deficientes, </i>se vivemos num pa&iacute;s preconceituoso e machista?</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Este tipo de comportamento s&oacute; faz alimentar o preconceito e o machismo. Machismo que leva a crimes, alguns b&aacute;rbaros, como &nbsp;o que ocorreu em <a name="1364f60fe3d24b06_OLE_LINK2"></a><a name="1364f60fe3d24b06_OLE_LINK1"><span>Queimadas na Para&iacute;ba</span></a>.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Em Queimadas, na madrugada de 12 de fevereiro deste ano, ocorreu uma &ldquo;festa de anivers&aacute;rio&rdquo;. O aniversariante&nbsp; pediu como &ldquo;presente&rdquo; algumas meninas, e que as mesmas fossem escolhidas a &ldquo;dedo&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Para que o presente fosse completo, n&atilde;o poderia haver alarde e tampouco gritos, por isso foram compradas cordas, panos para elaborar capuz, meias e esparadrapos para vedar a boca.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O capuz era para cobrir o rosto das convidadas, as cordas para amarr&aacute;-las e as meias e esparadrapos, para vedar a boca para que n&atilde;o pudessem gritar. Tudo planejado, agora era ir para a festa-crime.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Durante a &ldquo;festa de anivers&aacute;rio&rdquo;, duas delas conseguiram reconhecer os &ldquo;festeiros&rdquo; criminosos. As duas foram amarradas, vedadas e colocadas&nbsp; na carroceria de um Fiat Strada, e levadas como ref&eacute;ns.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Na cidade, em frente &agrave; igreja Nossa Senhora da Guia, uma delas conseguiu pular e, ali, foi baleada e morta. A outra foi encontrada, no dia seguinte, morta, na carroceria do carro, amarrada, despida e com meias na boca.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Aparecida Gon&ccedil;alves, da Secretaria Nacional de Enfrentamento da Viol&ecirc;ncia contra a Mulher, trouxe, na semana passada, este fato para a&nbsp; CPI mista que investiga as causas da viol&ecirc;ncia contra as mulheres e pede que o adotemos como um caso simb&oacute;lico do machismo.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Mesmo com a enorme subnotifica&ccedil;&atilde;o que h&aacute; no pa&iacute;s, a taxa de homic&iacute;dios de mulheres &eacute; alta. Essa taxa &eacute; o n&uacute;mero de homic&iacute;dios a cada 100 mil mulheres. A m&eacute;dia nacional em 2010 foi de 4,4.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Aviso para quem n&atilde;o &eacute; da &aacute;rea: a taxa brasileira &eacute; alt&iacute;ssima.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O Estado em que mais se matam mulheres &eacute; o Esp&iacute;rito Santo, com o coeficiente de 9,4. A Para&iacute;ba est&aacute; em quarto lugar com 6,3. N&oacute;s, paranaenses, n&atilde;o podemos nos orgulhar. O machismo no Paran&aacute; nos d&aacute; a p&eacute;ssima classifica&ccedil;&atilde;o de terceiro lugar, tamb&eacute;m com 6,3.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Coment&aacute;rio &agrave; parte, por&eacute;m necess&aacute;rio: N&atilde;o h&aacute; e nunca houve em nosso Estado nenhuma pol&iacute;tica p&uacute;blica de combate ao machismo e &agrave; viol&ecirc;ncia contra a mulher. Tampouco houve ou h&aacute; uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de combate ao preconceito e ao racismo.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Cida, como a conhecemos, iniciou sua apresenta&ccedil;&atilde;o na CPI com a seguinte frase: <b>&ldquo;O simples fato de nascer mulher constitui um fator de risco em determinadas conjunturas sociais&rdquo;</b> (o realce da frase &eacute; por minha conta).</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&Eacute; isto mesmo que ocorreu em Queimadas. S&oacute; o fato de ter nascido mulher j&aacute; a predisp&ocirc;s a ser v&iacute;tima.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O crime foi fruto do machismo e da impunidade para esses tipos de delito. Ou algu&eacute;m imagina que um grupo de mulheres organizaria uma &ldquo;festa&rdquo; com esse teor macabro? S&oacute; a cabe&ccedil;a doentia do machista faz isso. Esta festa, assim como a piada de Felipe Hamachi, mesmo para o mais radical dos machistas, n&atilde;o teve gra&ccedil;a.</span></span></span></div>
<div><font><span style="line-height:115%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div>
<p>	&nbsp;</p></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b>Dr. Rosinha,</b> m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</font></span></div>
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		<title>Não serei asno</title>
		<link>http://drrosinha.com.br/nao-serei-asno/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 13:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[Reafirmo: sou dono do tempo. Vamos envelhecendo e nos tornando donos de hist&#243;rias. Alguns, de patrim&#244;nio. E, todos, donos de seu passado. &#160; Passamos a nos referir ao passado como &#8220;no meu tempo&#8221;. No meu tempo, que &#233; somente meu, de inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia, comecei a gostar de muitas coisas &#8211;uma delas, o futebol. &#160; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Reafirmo: sou dono do tempo. Vamos envelhecendo e nos tornando donos de hist&oacute;rias. Alguns, de patrim&ocirc;nio. E, todos, donos de seu passado.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Passamos a nos referir ao passado como &ldquo;no meu tempo&rdquo;. No meu tempo, que &eacute; somente meu, de inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, comecei a gostar de muitas coisas &#8211;uma delas, o futebol.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Como jogador, era um perna de pau, com alguma flexibilidade. Era um perna de pau que corria e conseguia dar alguns dribles. Perna de pau em rela&ccedil;&atilde;o a muitos da minha idade e da minha turma.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Alguns da turma, pelas condi&ccedil;&otilde;es de vida (trabalhar no pesado da ro&ccedil;a o dia todo) e dos campos em que jog&aacute;vamos, eram verdadeiros craques.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Por ser perna de pau, sabia dos meus limites. Por isso, nunca sonhei em ser um bom jogador de futebol e da bola viver. Eu me dediquei aos estudos e continuei, nos finais de semana, a correr atr&aacute;s da bola. Tornei-me, tamb&eacute;m, um mero torcedor do Santos e do Botafogo.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">No meu tempo de torcedor, o uniforme principal do Santos Futebol Clube era todo branco. S&oacute; o distintivo do clube &ldquo;manchava&rdquo; o lado esquerdo do peito, em cima do cora&ccedil;&atilde;o.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O Botafogo tinha a camisa listrada de branco e preto e, em cima do peito, uma solit&aacute;ria estrela.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">E, dentro do campo, imagina voc&ecirc;, Zito, Pel&eacute;, Pepe, Pag&atilde;o, Zagalo, Didi, Nilton Santos, Garrincha e tanto outros craques que precisaria de uma p&aacute;gina para list&aacute;-los.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">No meu tempo, jogador era a cara, a identidade do time. Raramente trocavam de clube. A maioria iniciava e terminava a carreira dentro do mesmo clube, e a camisa do time era suada com amor.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Hoje n&atilde;o s&atilde;o clubes, s&atilde;o empresas. O amor ao clube foi substitu&iacute;do por quanto a empresa paga para jogar. Os antigos dirigentes de clubes foram substitu&iacute;dos por espertos empres&aacute;rios, quando n&atilde;o por corruptos ou m&aacute;fias e mafiosos.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Os limpos (em todos os sentidos) uniformes (de antanho) vestidos pelos atletas s&atilde;o hoje verdadeiro outdoors, neles vende-se de tudo: seguros, empr&eacute;stimos, carros, medicamentos, produtos de limpezas, etc.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Domingo passado jogaram Santos e S&atilde;o Paulo. Este &uacute;ltimo venceu o cl&aacute;ssico do campeonato paulista de futebol. No dia do jogo, qual foi a manchete da Folha de S.Paulo? &ldquo;Cl&aacute;ssico contrasta opul&ecirc;ncia do Santos com pen&uacute;ria do S&atilde;o Paulo&rdquo;.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">N&atilde;o a opul&ecirc;ncia do futebol de um e a pen&uacute;ria do outro, mas a opul&ecirc;ncia em termos de arrecada&ccedil;&atilde;o financeira. Claro que a arrecada&ccedil;&atilde;o tem rela&ccedil;&atilde;o entre o futebol, mas n&atilde;o foi isso de que tratou a mat&eacute;ria.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O artigo da Folha inicia dizendo que o &ldquo;Santos de Neymar aprendeu a m&aacute;gica de transformar futebol em dinheiro&rdquo;, enquanto o S&atilde;o Paulo ainda tenta &ldquo;inventar o seu toque de Midas&rdquo;.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Abro par&ecirc;nteses: Midas &eacute; um personagem da mitologia grega. Diz a hist&oacute;ria que Midas encontrou Sileno, mestre de Baco, b&ecirc;bado e perdido. Reconheceu-o e tratou-o com respeito e hospitalidade. Em seguida, levou-o a Baco. Em reconhecimento a este ato, Baco ofereceu a Midas o direito de escolher uma recompensa.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Creio que, sem titubear, Midas pediu que tudo que ele tocasse fosse transformado em ouro, e assim foi feito. No caminho de volta, Midas tocou uma pedra e esta se transformou em ouro. J&aacute; em casa, quando foi comer, tocou o p&atilde;o, e esse se transformou em ouro.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Resumindo: tudo que tocava virava ouro. Para n&atilde;o morrer de inani&ccedil;&atilde;o, teve que pedir a Baco que desfizesse o encanto. Assim foi feito. Mas, como ele era um pouco trapalh&atilde;o, no final da hist&oacute;ria, terminou com orelhas de asno. Fecho par&ecirc;nteses.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Quem tem um Midas (Neymar) no time, tem o outdoor mais caro. O toque do Midas (Neymar e equipe) fez com que o uniforme do Santos, como o de muitos outros times, que no meu tempo era limpo, seja hoje uma polui&ccedil;&atilde;o visual pelo excesso de propaganda. &Eacute; t&atilde;o polu&iacute;do que parte dos torcedores j&aacute; protestam.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Por&eacute;m, essa placa ambulante gera para o Santos R$ 32 milh&otilde;es por ano. At&eacute; o cal&ccedil;&atilde;o, num toque de Midas, domingo passado, virou ouro.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Resumo: o Midas (Neymar e equipe) rendeu para o Santos nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos um aumento de quase 450% na propaganda. Mas h&aacute; que se cuidar para n&atilde;o terminar como Midas.</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div><font><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Por n&atilde;o querer isso para mim nem para ningu&eacute;m, &eacute; que me nego a torcer por uma empresa ou empres&aacute;rio ou m&aacute;fia do futebol.</span></font></div>
<div><font><span style="line-height:115%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></font></div>
<div>
<p>	&nbsp;</p></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b>Dr. Rosinha,</b> m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</font></span></div>
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		<title>Dona, doninha, donzela</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 17:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[Na frente do livro &#8220;Donas e Donzelas&#8221;, o cidad&#227;o vira para mim e me pega de supet&#227;o: &#8220;Donzela &#233; diminutivo de dona?&#8221; &#160; Nada respondo, pois acho que &#233; brincadeira. Mas, na brincadeira, penso: &#8220;Num certo sentido, sim, no do tempo&#8221;. &#160; Dona &#233; uma mulher mais velha. Donzela, mais jovem. Ou seja, &#233; &#8220;diminutivo&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Na frente do livro &ldquo;Donas e Donzelas&rdquo;, o cidad&atilde;o vira para mim e me pega de supet&atilde;o: &ldquo;Donzela &eacute; diminutivo de dona?&rdquo;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Nada respondo, pois acho que &eacute; brincadeira. Mas, na brincadeira, penso: &ldquo;Num certo sentido, sim, no do tempo&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Dona &eacute; uma mulher mais velha. Donzela, mais jovem. Ou seja, &eacute; &ldquo;diminutivo&rdquo; no sentido de tempo de vida. Mas nada falei.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O senhor ao meu lado, um pouco mais velho que eu, tamb&eacute;m ouviu a pergunta e imediatamente tascou: &ldquo;dona &eacute; mulher casada e donzela, mulher solteira&rdquo;. Parou, pensou, olhou ao redor, pediu desculpas &agrave;s mulheres pr&oacute;ximas e respondeu: &ldquo;donzela &eacute; mulher virgem&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Durante o resto da visita que fazia &agrave; Biblioteca Nacional, a pergunta n&atilde;o me sa&iacute;a da cabe&ccedil;a e tampouco a d&uacute;vida: o diminutivo de dona &eacute; doninha, mas qual &eacute; o sentido de usar doninha para uma senhora, &agrave;s vezes at&eacute; bastante idosa?</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Os aumentativos e diminutivos podem ser usados como elogio, desprezo, zombaria, no sentido pejorativo ou depreciativo. Este pode ser o caso de dona e doninha. Alguns, os machistas, ao se referirem a uma mulher bonita e esbelta, dizem: &ldquo;olhe a dona&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Pensam assim estar elogiando ou, como machistas que s&atilde;o, podem tamb&eacute;m estar desejando. Outros j&aacute; dizem de maneira depreciativa: &ldquo;o que essa doninha pensa que &eacute;?&rdquo;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O Aur&eacute;lio me contou que &ldquo;dona&rdquo; &eacute; &ldquo;senhora de alguma coisa; propriet&aacute;ria; t&iacute;tulo de tratamento honor&iacute;fico que antecede o nome pr&oacute;prio das mulheres pertencentes &agrave;s fam&iacute;lias reais de Portugal e do Brasil; e, t&iacute;tulo que precede o nome pr&oacute;prio das senhoras&rdquo;.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O Michaelis informa que &ldquo;doninha &eacute; diminutivo de dona<i>;</i> pe&shy;quena dona; senhorinha&rdquo;. No mesmo sentido vai o Houaiss, que diz que doninha &eacute; uma &ldquo;pequena dona&rdquo;. Senhorinha &eacute; uma senhora de pequena estatura? Doninha seria uma senhora miudinha?</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">N&atilde;o confundir o diminutivo de dona com a doninha, que &eacute; um animal carn&iacute;voro da fam&iacute;lia dos mustel&iacute;deos que vivem na Europa, parte da &Aacute;sia, Am&eacute;rica do Norte e Am&eacute;rica do Sul. No Brasil, &eacute; encontrado na regi&atilde;o Norte.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&ldquo;Donzela&rdquo;, de acordo com o Houaiss, &eacute; o &ldquo;t&iacute;tulo que recebiam as filhas de reis e de fidalgos antes de se casarem&rdquo;. Este t&iacute;tulo passou para a vida real j&aacute; como adjetivo, o de mulher virgem.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Volto &agrave; raz&atilde;o desta cr&ocirc;nica, o livro &ldquo;<i>Donas e Donzelas&rdquo;.</i> Este livro estava &nbsp;junto ao de outras escritoras (Raquel de Queir&oacute;s, Cec&iacute;lia Meireles, Cora Coralina, Ad&eacute;lia Prado, Lya Luft e Carolina Maria de Jesus), numa exposi&ccedil;&atilde;o em homenagem &agrave; Semana Internacional da Mulher, na Biblioteca Nacional. O livro era a publica&ccedil;&atilde;o mais antiga da exposi&ccedil;&atilde;o.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><i><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Donas e Donzelas</span></i></span></span><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">, de Julia Lopes de Almeida, foi publicado em 1906 e &eacute; um apanhado de cr&ocirc;nicas e artigos que trazem mulheres como personagens principais das hist&oacute;rias. Ela foi uma importante escritora e abolicionista brasileira, hoje pouco conhecida, mas com mais de 40 livros escritos. Escreveu romances, contos, literatura infantil, teatro, artigos, cr&ocirc;nicas e obras did&aacute;ticas.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">A exposi&ccedil;&atilde;o no sagu&atilde;o do 2&ordm; andar do pr&eacute;dio da Biblioteca Nacional, intitulada &ldquo;A Mulher Eterna: a Mulher Dentro e Fora de Seu Tempo&rdquo;, tem como destaque al&eacute;m de livros, dois jornais do s&eacute;culo 19, um deles, <i>Eco das Damas</i>, fundado por uma mulher, em 1879.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Sem saber o porqu&ecirc; de usar o diminutivo de dona, ou seja, doninha para uma senhora, a menos que seja no sentido pejorativo, encerro este texto com a mesma inten&ccedil;&atilde;o da Biblioteca Nacional, homenagear as mulheres brasileiras.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Mas a melhor homenagem est&aacute; dentro de voc&ecirc;: lutar para superar o machismo que carrega a&iacute; dentro. Esta &eacute; uma luta di&aacute;ria, que eu mesmo travo e que todos devem travar.</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">A poesia ajuda a superar o machismo, assim sugiro que leia Cec&iacute;lia Meireles:</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></span></span></div>
<div><span><span><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&ldquo;<i>Da virtude de estar quieta / componho o meu movimento. / Por indireta e direta, / perturbo estrelas e vento. / Sou a passagem da seta / e a seta, &#8211; em cada momento.&rdquo;</i></span></span></span></div>
<div>
<p>	&nbsp;</p></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b>Dr. Rosinha,</b> m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</font></span></div>
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		<title>&#8216;Estou amando&#8217;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 17:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[DR. ROSINHA]]></category>

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		<description><![CDATA[No &#250;ltimo dia 26 de fevereiro, domingo, Santa Maria, na regi&#227;o de Bras&#237;lia, foi palco de mais uma a&#231;&#227;o cruel, criminosa e desumana: colocaram fogo em dois homens. Um, morreu. O outro, continua internado at&#233; hoje. &#160; Lembrei-me do ano de 1997, quando, no dia 20 de abril, um dia ap&#243;s o dia do &#237;ndio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">No &uacute;ltimo dia 26 de fevereiro, domingo, Santa Maria, na regi&atilde;o de Bras&iacute;lia, foi palco de mais uma a&ccedil;&atilde;o cruel, criminosa e desumana: colocaram fogo em dois homens. Um, morreu. O outro, continua internado at&eacute; hoje.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Lembrei-me do ano de 1997, quando, no dia 20 de abril, um dia ap&oacute;s o dia do &iacute;ndio, foi ateado fogo em Galdino Jesus dos Santos, l&iacute;der ind&iacute;gena patax&oacute;, que morreu. Galdino dormia num ponto de &ocirc;nibus, na cidade de Bras&iacute;lia. Na ocasi&atilde;o, os criminosos foram identificados e condenados. Na minha opini&atilde;o, penas leves.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Dois dias depois do crime de Santa Maria, no &uacute;ltimo dia 28, a crueldade e o desrespeito &agrave; vida humana se repete em Curitiba. Na regi&atilde;o central da cidade, um homem que dormia numa pra&ccedil;a teve seu corpo queimado.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Este crime me trouxe &agrave; mem&oacute;ria o m&ecirc;s de junho de 2011, quando, no bairro <span>&nbsp;</span>Juvev&ecirc;, tamb&eacute;m em Curitiba, outro homem foi queimado, indo a &oacute;bito. Como se v&ecirc;, na crueldade, a capital paranaense n&atilde;o perde para Bras&iacute;lia.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, com raras exce&ccedil;&otilde;es, as not&iacute;cias dos crimes viram espet&aacute;culo, ou s&atilde;o tratadas como fatos inerentes ao ser humano. N&atilde;o &eacute; dado um tratamento especial, de car&aacute;ter cr&iacute;tico e educativo.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Ali&aacute;s, no geral a imprensa (r&aacute;dio, TV e jornais) trata esses crimes como tendo raz&atilde;o desconhecida. Ora, a raz&atilde;o &eacute; o desprezo pela vida humana, &eacute; a cultura do preconceito e do conceito de que quem vive nas ruas n&atilde;o tem direitos.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Ao afirmar que a raz&atilde;o do crime &eacute; desconhecida, alimenta-se o desrespeito e o conceito de que essas pessoas n&atilde;o t&ecirc;m fam&iacute;lia, n&atilde;o t&ecirc;m apego &agrave; vida, n&atilde;o t&ecirc;m direitos.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">A crueldade &eacute; da natureza do ser humano ou &eacute; algo que lhe foi culturalmente, durante mil&ecirc;nios, incutido? Por natureza os animais irracionais s&atilde;o &ldquo;violentos&rdquo; quando est&atilde;o com fome, e ao reagir quando se sentem amea&ccedil;ados. Eles n&atilde;o pensam, n&atilde;o programam e n&atilde;o organizam uma crueldade contra outro animal ou o seu semelhante.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">J&aacute; h&aacute; seres humanos, animais racionais, que desprezam e banalizam a vida de outros animais e de seus semelhantes, organizam e planejam a&ccedil;&otilde;es cru&eacute;is.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">No mundo dos racionais, h&aacute; seres humanos que, pelas condi&ccedil;&otilde;es &eacute;tnicas e sociais, s&atilde;o mais vulner&aacute;veis, como, por exemplo, os moradores de rua. Estes parecem ser as v&iacute;timas preferenciais de governantes, por n&atilde;o atend&ecirc;-los socialmente, da pol&iacute;cia e de jovens geralmente de classe m&eacute;dia.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">No Brasil, milhares de pessoas vivem nas ruas, principalmente nas capitais. Por raz&otilde;es v&aacute;rias, desde os que por filosofia (minoria) preferem a rua at&eacute; os que v&atilde;o para a rua como &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o para continuar vivendo. Muitos lentamente v&atilde;o perdendo tudo o que t&ecirc;m: emprego, documento, rela&ccedil;&atilde;o afetiva, sa&uacute;de (mental), etc. E, quando menos esperam, est&atilde;o na rua.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O Marcelo (nome verdadeiro) vivia na rua. Periodicamente, eu o encontrava, e numa dessas ocasi&otilde;es parei para conversar. Depois de &ldquo;falar disso e daquilo&rdquo;, perguntei-lhe se gosta de morar na rua, e como ele foi parar ali.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Disse-me que n&atilde;o gosta da rua e que tem medo, pois sempre &eacute; xingado a qualquer hora do dia ou da noite, e que &agrave; noite nunca d&aacute; para ficar sozinho, pois sempre aparecia grupos, geralmente de jovens, ou policiais para maltrat&aacute;-lo e inclusive espanc&aacute;-lo.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Contou que trabalhava e vivia com a m&atilde;e. Que, no mesmo m&ecirc;s em que perdeu o emprego, a m&atilde;e faleceu. Sem a companhia da m&atilde;e e sem o sal&aacute;rio para pagar aluguel, foi para a rua. Deseja sair dela, &ldquo;mas quem vai dar emprego para algu&eacute;m que se apresenta sem uma roupa e sapatos decentes e que n&atilde;o tem endere&ccedil;o onde morar?&rdquo;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Marcelo desapareceu. Tr&ecirc;s meses depois, na semana passada, mais magro, bom aspecto f&iacute;sico e de roupa limpa, eu o encontro, no mesmo local, cuidando de carros.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Paro para conversar e sou informado de que, no &uacute;ltimo m&ecirc;s de novembro, arrumou emprego na constru&ccedil;&atilde;o civil. Comento que est&aacute; mais magro, e ele responde: &ldquo;O que o doutor quer, todo dia no servi&ccedil;o pesado&rdquo;. Digo que est&aacute; com boa apar&ecirc;ncia e de aspecto feliz.</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">&nbsp;</span></div>
<div><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Como resposta, ele cruza os bra&ccedil;os sobre o pr&oacute;prio peito, como que abra&ccedil;ando algu&eacute;m, d&aacute; um sorriso largo, mostrando seu &uacute;nico par de dentes &#8211;um em cima outro em baixo&#8211; entre os caninos e diz: &ldquo;Arrumei uma namorada. Agora tenho casa para morar e um amor para me cuidar. Estou amando&rdquo;.</span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b><br />
	</b></font></span></div>
<div><span style="font-size:10pt"><font><b>Dr. Rosinha,</b> m&eacute;dico pediatra, &eacute; deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul.</font></span></div>
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